O Paysandu iniciou a fase decisiva da Série C do Campeonato Brasileiro com uma derrota diante da própria torcida. Na noite desta segunda-feira (7), o Papão perdeu por 2 a 1 para o Brusque, no Mangueirão, e terminou a primeira rodada do quadrangular sem pontuar. Após a partida, o técnico Júnior Rocha avaliou o desempenho da equipe e apontou a falta de efetividade como um dos principais fatores para o resultado.
Para o treinador, o Paysandu conseguiu apresentar uma melhor organização coletiva no primeiro tempo, mas perdeu parte da sincronia após as mudanças realizadas na etapa final. “No primeiro tempo tivemos uma melhor sincronia de conjunto de equipe porque jogamos assim há bastante tempo. Quando tem a alteração tática, com dois camisas nove em campo, mesmo treinando, ainda é pouco para ter uma sincronia melhor de equipe pela intensidade que precisa”, explicou.
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O treinador reconheceu que o Papão criou oportunidades, mas não conseguiu transformar as chances em gols suficientes para buscar o empate. “Mesmo criando as possibilidades de gol, não fomos efetivos para empatar o jogo”, afirmou. Outro ponto analisado por Júnior Rocha foi a utilização dos corredores do campo. “Tentamos usar os dois corredores iguais para atacar”, destacou.
A ideia da comissão técnica era explorar os dois lados para construir as jogadas ofensivas, mas o treinador avaliou que apenas um deles funcionou de maneira satisfatória.“No primeiro tempo fluiu mais com o Thayllon pela direita. Depois do segundo gol, o Luciano Taboba sentiu. Faz parte. Sempre peço para ser muito combativo e matar as jogadas, o que não fizemos nos dois gols. O Brusque é muito letal na transição”, pontuou.
Limitações durante o jogo
Segundo Rocha, Thayllon teve participação importante pela direita durante o primeiro tempo. Depois do segundo gol do Brusque, porém, Luciano Taboba sentiu e a equipe perdeu força Para o treinador, a equipe também perdeu sincronia na segunda etapa para criar novas oportunidades pelas laterais. “Tentamos circular dos dois lados, mas o direito fluiu melhor. No segundo tempo faltou sincronia para criar mais pelos lados”, completou.
Júnior Rocha também comentou o elevado número de cartões amarelos recebidos pelo Paysandu. A situação exigiu atenção especial do treinador, já que quatro jogadores importantes da equipe estavam pendurados: Gustavo Henrique, Pedro Carrerette, Caio Mello e Pedro Henrique. O técnico afirmou que não há como controlar completamente a quantidade de advertências. “É do jogo. Não tem como controlar isso”, concluiu.






