O feriado de 7 de Setembro movimentou a campanha presidencial em diferentes regiões do país. Os candidatos aproveitaram a data da Independência para participar de atos políticos, acompanhar desfiles e apresentar propostas sobre segurança pública, independência dos Poderes e participação das mulheres na política.
Em São Paulo, a Avenida Paulista concentrou parte das mobilizações políticas. Romeu Zema, do Novo, inaugurou um painel com os dizeres “Chega de Intocáveis” na esquina com a Rua da Consolação. Em publicações nas redes socais, criticou a atuação do Poder Judiciário e defendeu mudanças para garantir maior independência das instituições.
“Nada melhor do que o dia 7 de setembro para deixarmos claro qual é o nosso posicionamento. Colocamos aqui um outdoor gigante: ‘Chega de intocáveis’. O Brasil fez a sua independência em 1822, mas nós sabemos que hoje ainda não somos um país independente.”
Clariana Barão, do DC, concedeu entrevista ao canal Bacci Notícias e participou de uma mobilização em frente ao Masp. Na entrevista, defendeu maior participação das mulheres na política. Também destacou que, apesar de formarem a maior parte do eleitorado, as mulheres ainda são minoria nos cargos públicos.
“As mulheres podem, sim, tomar assento nos postos de decisão deste país. E eu acho, sim, que é isso que falta. Nós precisamos trazer uma paridade, uma sociedade equânime. Porque, se somos a maior parte do eleitorado e também a maior parte das chefes de família, não podemos ser a minoria nos cargos públicos. Então, a política é, sim, lugar de mulheres.”
Flávio Bolsonaro, do PL, participou de um culto na Igreja Mundial do Poder de Deus no centro de São Paulo. À tarde, comandou um ato de campanha na Avenida Paulista, onde apresentou propostas para a área de segurança pública, com medidas de combate ao crime organizado e de endurecimento de penas.
Renan Santos, do Missão, discursou para apoiadores em frente ao Parque do Ibirapuera, na capital paulista, e também afirmou que a independência conquistada pelo Brasil ainda não é plena. O candidato defendeu mudanças nas instituições, especialmente no Judiciário, para que o país seja, segundo ele, efetivamente governado pelo povo.
“Nós conquistamos nossa independência há mais de 200 anos. Só que hoje ela é uma independência formal, assim como são formais os direitos que estão na nossa Constituição. Para conquistar nossa independência real, temos de ter um governo que seja, de fato, do povo e pelo povo. Hoje, as instituições não estão pelo povo e, portanto, nós não somos um povo independente.”
Ainda na capital paulista, Rui Costa Pimenta, do PCO, participou do tradicional ato Grito dos Excluídos.
Hertz Dias, do PSTU, também esteve em outra marcha do mesmo ato, realizada na cidade de Cajamar, na região metropolitana de São Paulo, em defesa da moradia e contra despejos. Após o evento, participou de almoço com apoiadores na Ocupação Esperança, em Osasco.
No Rio de Janeiro, Augusto Cury, do Avante, participou de sabatina da rádio Jovem Pan durante a manhã e, depois, liderou a Caminhada da Independência Cury Brasil, em Copacabana. Durante o ato de campanha, o candidato defendeu a união do país e criticou o que chamou de “guerra de egos” na política.
“O Brasil merece paz, o Brasil merece se desenvolver, o Brasil merece acabar com essa polarização que dividiu a nação. É tempo de terminar essa guerra de egos. É tempo de falarmos aos 210 milhões de brasileiros. É muito mais importante do que grandes líderes que querem cultivar o seu projeto pessoal.”
À noite, Augusto Cury concedeu entrevista à CNN Brasil.
Em Goiânia, Ronaldo Caiado, do PSD, acompanhou o desfile de 7 de Setembro e relacionou a independência do país à segurança dos brasileiros. O candidato criticou o domínio do crime organizado sobre parte da população e disse que pretende devolver essa liberdade aos cidadãos.
“Onde é que está a independência desse povo no Brasil? Ao mesmo tempo, onde é que está a independência do cidadão que mora no Ceará, que mora hoje no Morro do Borel, no Alemão? Onde é que está a independência dessas pessoas? É isso que eu vou devolver ao Brasil.”
Luís Inácio Lula da Silva, do PT, não teve compromissos públicos de campanha nesta segunda-feira.
Wilson Grassi, do Democrata, publicou uma mensagem em vídeo pelo 7 de Setembro. Veterinário, o candidato relacionou a ideia de independência à prevenção em saúde e defendeu uma gestão integrada entre as saúdes humana, animal e ambiental, além da ampliação dos hospitais veterinários públicos.
“Eu vi o hospital veterinário público parecer impossível, até se tornar realidade. Agora, quero levar essa visão para todo o Brasil. Mais prevenção, hospitais veterinários públicos para famílias de baixa renda e uma gestão integrada da saúde. Para mim, Brasil independente é um Brasil preparado, que previne mais e improvisa menos.”
Samara Martins, da UP, cumpriu agenda em Belém, no Pará. Pela manhã, visitou famílias da Ocupação Welfesom Alves e, à tarde, participou de ato no Portal da Amazônia.
Edmilson Costa, do PCB, não teve agenda de campanha nesta segunda-feira.
Pablo Marçal, do PRTB, segue fora da disputa. O TRE de São Paulo manteve sua inelegibilidade até 2032, por uso indevido dos meios de comunicação na eleição municipal de 2024, e o TSE ainda não decidiu sobre o registro da candidatura à Presidência da República.
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