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Roupa Nova faz chover hits e Guilherme Arantes coloca a cereja no bolo

Roupa Nova entrega clássicos e Guilherme Arantes incendeia a reta final

O Rock in Rio finalmente honrou uma das bandas mais roqueiras da música brasileira e justamente aquela que ajudou a criar a identidade sonora do festival que nasceu em 1985. O Roupa Nova subiu ao palco neste domingo (6), com sua formação original, à exceção do vocalista Paulinho, morto em 2020, vítima da Covid-19.

A banda entregou um setlist enxuto, mas empilhado de grandes hits de uma carreira que atravessa gerações. O público, ainda frio no início, talvez não estivesse acostumado àquela sequência de músicas que embalaram tantas trilhas sonoras da vida de seus pais. Por alguns momentos, parecia apenas contemplar o que estava diante dos olhos.

Mas bastaram os primeiros clássicos para o Roupa Nova lembrar por que chegou até aqui.

Longe das grandes atrações do festival e em um horário nada nobre, a banda fez uma apresentação à altura de sua história. Fábio Nestares se destacou nos vocais; Serginho Herval arrebentou na bateria e claro puxando no gogó ‘Dona’, ‘A Viagem’, e por ai vai; Kiko, meu ‘guitar hero’ favorito, entregou os solos marcantes na guitarra; Cleberson e Ricardo Feghali deram o peso dos pianos e teclados; e Nando, no baixo, manteve a cozinha da banda firme e precisa.

E quando a apresentação já caminhava para a reta final, veio a cereja do bolo: a participação especial de Guilherme Arantes, em sua estreia no Rock in Rio.

Ícone da música brasileira, Guilherme chegou ao palco já mandando “Cheia de Charme” e aí a multidão finalmente se entregou. O hit foi daqueles momentos em que a distância entre gerações desaparece e o festival inteiro parece reconhecer uma música que faz parte da memória afetiva do país.

E não parou por aí. Na sequência, veio “Lindo Balão Azul”, outra canção que atravessou gerações e embalou a infância de quem hoje está na faixa dos 50 e poucos anos. Inclusive a deste que vos escreve. Foi impossível não cantar junto.

A estreia de Guilherme Arantes no Rock in Rio, justamente ao lado do Roupa Nova, deu ainda mais peso ao encerramento. Foi um encontro de gigantes da música brasileira e uma maneira perfeita de fechar uma apresentação sustentada por um repertório poderoso.

Mesmo para quem acompanhou pela televisão, ficou evidente a potência vocal, a qualidade dos músicos e a capacidade do Roupa Nova de transformar sucessos de décadas passadas em músicas ainda absolutamente vivas.

O Rock in Rio demorou, mas finalmente fez justiça a uma das principais bandas da música brasileira. E Guilherme Arantes colocou a cereja no bolo, em sua primeira passagem pelo festival.

Vida longa ao Roupa Nova!

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