Oito times disputaram quatro bons jogos pela Copa do Brasil nesta semana. A competição mais democrática do país presenteou as torcidas de Internacional, Grêmio, Atlético-MG, Cruzeiro, Santos, Palmeiras, Vasco e Vitória com partidas emocionantes e, principalmente, com algo que anda fazendo falta no futebol brasileiro: bola rolando.
Pelo menos nos jogos de volta.
Os principais destaques ficaram por conta dos clássicos entre Atlético-MG e Cruzeiro e Grêmio e Internacional. Geralmente, são dérbis quentes, pegados, por vezes mais viscerais e catimbados do que propriamente jogados.
Mas não foi isso que aconteceu nos duelos decisivos.
É claro que as novas regras adotadas após a Copa do Mundo ajudam a aumentar o tempo de bola rolando. Ainda assim, independentemente disso, chamou atenção o comportamento diferente de quase todas as equipes.
Menos cera. Menos montinhos em cima dos árbitros. Menos simulações de tapas no rosto. Menos duelos desnecessários para provar quem é mais homem que o outro.
E mais futebol.
O Galo passou pela Raposa em uma virada eletrizante. E não foi na base da sorte. O Cruzeiro tem uma boa equipe, o que valorizou ainda mais o feito do rival. Depois de sofrer o gol em sua própria arena, o Atlético-MG foi dominante e buscou a classificação com autoridade.
Passou com louvor.
Nesta quinta-feira (3), outra grata surpresa: um Gre-Nal em que o futebol ficou em primeiro plano.
Jogando com leveza e eficiência, o Grêmio abriu 3 a 0 em sua arena. O Internacional, porém, não se intimidou. Foi para cima, criou boas chances e tentou reagir, mas esbarrou em um Weverton inspirado.
O Colorado ainda marcou o gol de honra e vendeu caro a derrota. Ainda mais depois do empate sem gols no Beira-Rio, no primeiro confronto.
No fim, avançaram Grêmio, Atlético-MG, Palmeiras e Vasco. E que as semifinais mantenham o mesmo espírito.
Que sejam disputadas. Intensas. Bem jogadas.
Do jeito que todo amante do futebol deseja.
A Copa do Brasil, mesmo para quem não torce por nenhuma das equipes que chegaram até aqui, soa como um sopro de prazer. É bom ver uma disputa desse nível em meio a um Campeonato Brasileiro que, neste momento, parece modorrento, com apenas dois times na briga pelo título e boa parte dos demais perseguindo objetivos diferentes.
No fim das contas, talvez seja isso que a Copa do Brasil esteja entregando de melhor: a lembrança de que, quando os jogadores decidem jogar, o futebol brasileiro continua sendo muito bom de assistir.
Voltamos a qualquer momento…
O post A Copa do Brasil ainda sabe fazer o brasileiro gostar de futebol apareceu primeiro em Diário do Pará.






