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Ex-Vasco e Paysandu, Rossi sai do futebol amador e é anunciado por clube de Santarém

Ex-Vasco e Paysandu, Rossi joga no futebol amador e é anunciado por clube uma semana depois

Aos 33 anos, o atacante paraense Rossi, conhecido como “Búfalo”, protagonizou uma reviravolta curiosa no futebol paraense. Uma semana depois de voltar aos gramados em uma competição municipal de Monte Alegre, no oeste do Pará, o jogador foi anunciado pelo São Raimundo, de Santarém, para disputar o Campeonato Santareno.

Rossi havia estreado pelo São Francisco, clube amador de Monte Alegre, no último sábado (29). Mesmo longe dos grandes estádios onde construiu a carreira, o atacante mostrou que o faro de gol continua intacto e marcou um golaço de voleio após aproveitar o rebote do goleiro.

Agora, o destino é outro. O São Raimundo confirmou o retorno do atacante, que volta a vestir a camisa do clube no Campeonato Santareno.

A contratação tem um significado especial para Rossi. Em 2008, aos 15 anos, ele foi campeão santareno Sub-20 pelo Pantera. Dezoito anos depois, retorna ao clube para escrever mais um capítulo da história.

O atacante Rossi está de volta ao São Raimundo para vestir novamente a camisa do Maior do Tapajós no Campeonato Santareno!”, anunciou o clube nas redes sociais.

O São Raimundo também agradeceu ao patrocinador master, que ajudou a viabilizar o retorno do jogador.

Carreira no futebol profissional

Natural do Pará, Rossi construiu uma carreira marcada por passagens por clubes tradicionais do futebol brasileiro. O atacante defendeu equipes como Vasco e Paysandu, além de outros clubes do país.

A trajetória também teve um capítulo importante no futebol paraense. O jogador já havia vestido a camisa do São Raimundo ainda nas categorias de base e agora retorna ao clube santareno aos 33 anos.

Antes do anúncio pelo Pantera, porém, Rossi viveu uma situação inusitada: disputou uma competição municipal por um clube amador de Monte Alegre e marcou logo na estreia.

A passagem pelo São Francisco durou apenas uma semana. Agora, o “Búfalo” volta ao futebol de Santarém com a missão de ajudar o São Raimundo na disputa pelo título santareno.

Jogador andou até na China

Nascido em Prainha, no Baixo Amazonas, em 22 de abril de 1993, Rosicley Pereira da Silva deixou o Pará ainda jovem em busca do sonho de se tornar jogador profissional.

O atacante passou pelas categorias de base de Flamengo e Fluminense e iniciou a carreira profissional na Ponte Preta. Depois, vestiu as camisas de Mogi Mirim, Paraná, Operário-PR, São Bento, Goiás, Chapecoense, Shenzhen, da China, Internacional, Vasco, Bahia e Al-Faisaly, da Arábia Saudita.

Ao longo da carreira, Rossi acumulou quase 150 partidas na Série A do Campeonato Brasileiro, além de experiências em competições como Libertadores, Sul-Americana e Recopa.

Agora, depois de passar um período afastado dos gramados, o paraense decidiu retornar ao futebol justamente onde tudo começou: no Pará. E a primeira aparição pelo São Francisco já veio acompanhada de um golaço.

O apelido “Búfalo” e a projeção no Vasco

O apelido que o acompanharia pelo país também nasceu das raízes paraenses. Rossi explicou que adotou “Búfalo” como referência à força do animal e como forma de carregar consigo uma identificação com o Pará. A imagem virou até marca de suas comemorações de gols.

Foi no Vasco que ganhou maior projeção nacional. Rossi chegou ao clube carioca em 2019 e rapidamente caiu nas graças da torcida pela velocidade, força física e entrega. Naquele ano, disputou 44 partidas e marcou quatro gols. Depois de passar pelo Bahia e pelo futebol saudita, voltou a São Januário em agosto de 2023. Somadas as duas passagens, os registros apontam mais de 70 jogos e cinco gols pelo Cruz-Maltino. Seu segundo ciclo terminou ao final de 2024, quando o contrato não foi renovado.

Títulos e o retorno ao Pará pelo Paysandu

No Bahia, entre 2020 e 2021, Rossi também viveu uma fase de conquistas. Foi campeão baiano em 2020 e levantou a Copa do Nordeste de 2021. Antes disso, havia conquistado o Campeonato Catarinense de 2017 pela Chapecoense. O currículo reforçava a condição de jogador experimentado quando resolveu, já aos 31 anos, voltar ao Pará.

O retorno ocorreu carregado de simbolismo. Em 6 de janeiro de 2025, o Paysandu oficializou Rossi como uma das principais contratações da temporada. Declaradamente bicolor desde a infância, ele dizia realizar o sonho de defender o clube do coração e recebeu a camisa 77. A estreia estava prevista para 19 de janeiro, contra o Capitão Poço, pelo Campeonato Paraense.

E o começo correspondeu ao tamanho da expectativa. Rossi terminou o Parazão como artilheiro bicolor, com seis gols, e marcou outros quatro na campanha do título da Copa Verde de 2025. Ao fim da temporada, mesmo convivendo com problemas físicos e perdendo espaço na reta final da Série B, terminou como artilheiro do Paysandu no ano, com 12 gols. No Brasileiro, porém, participou somente de 17 das 38 rodadas, 13 delas como titular.

Fim da passagem pelo Paysandu e tentativa frustrada no Amazonas

A última aparição registrada do atacante na Série B ocorreu em 8 de outubro de 2025, na derrota do Paysandu por 1 a 0 para o Botafogo-SP. Depois, deixou de ser utilizado durante a reta final da campanha que terminou com o rebaixamento bicolor.

O desfecho na Curuzu veio no início deste ano. Fora dos planos para 2026, Rossi teve a rescisão contratual publicada no BID da CBF em 29 de janeiro. Assim terminava, após pouco mais de um ano, a passagem que começara como realização de um sonho pessoal.

Desde então, Rossi não voltou a disputar uma partida oficial. Houve, porém, uma história que quase mudou esse roteiro. Em junho, o atacante apareceu em Manaus e passou a integrar os treinamentos do Amazonas, que pretendia utilizá-lo na Série C do Brasileiro. O problema era um transfer ban imposto pela Fifa, que impedia o clube de registrar novos jogadores.

Durante aproximadamente dois meses, Rossi treinou normalmente com o elenco amazonense e chegou a ser tratado como um dos reforços mais importantes para a reta final da Série C. Quando a Fifa finalmente retirou a última punição, em 24 de agosto, parecia que a estreia ocorreria. Não aconteceu. No dia seguinte, o Amazonas decidiu não regularizá-lo. Segundo a diretoria informou ao ge, o atacante enfrentava problemas familiares, deixou Manaus e não faria parte da sequência da temporada. Assim, apesar de ter treinado no clube, Rossi nunca chegou a vestir oficialmente a camisa da Onça-Pintada em uma partida.

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