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O segredo para viver mais? Mulher de 121 anos tem um hábito que surpreende

Fotos: Lili Bustilho/g1 / IA/ChatGPT

Aos 121 anos, Deolira Glicéria Pedro da Silva acaba de receber um reconhecimento histórico. O RankBrasil, conhecido como o Livro dos Recordes Brasileiros, confirmou que ela é atualmente a mulher mais velha do Brasil.

Moradora de Itaperuna, no Noroeste do Rio de Janeiro, dona Deolira recebeu o certificado na sexta-feira, 28 de agosto. No entanto, além da idade impressionante, um detalhe curioso sobre seus hábitos chamou atenção: a superidosa tem uma paixão especial por coxinha com guaraná.

Deolira nasceu em 10 de março de 1905, em Porciúncula, no interior do Rio de Janeiro. Desde então, atravessou mais de um século de transformações e construiu uma história marcada pela simplicidade, pelo trabalho e pela família.

A preferência gastronômica da brasileira de 121 anos foi revelada pela neta, Dorotea Ferreira. “Ela só gosta de coxinha e guaraná”, contou.

No aniversário de 121 anos, celebrado em março, dona Deolira fez exatamente esse pedido. A família preparou a combinação e, segundo os parentes, ela comeu a coxinha sozinha.

Busca por documentos confirmou a idade

O reconhecimento da mulher mais velha do Brasil não aconteceu de forma imediata. A família precisou enfrentar uma longa busca para recuperar e validar documentos antigos.

Parte dos registros havia se perdido após uma enchente. Por isso, parentes e especialistas reuniram diferentes documentos para comprovar a idade da superidosa.

O RankBrasil analisou registros oficiais e documentos complementares. Entre eles, estavam uma certidão de nascimento atualizada, informações do INSS e uma certidão de batismo.

A investigação também reuniu dados preservados pela família e pelo médico geriatra Juair Abreu Pereira, responsável pelo acompanhamento de dona Deolira.

Segundo o RankBrasil, a certidão confirma que ela nasceu em 10 de março de 1905 e identifica sua mãe como Ana Cândida da Silva.

Com a documentação validada, a entidade concedeu oficialmente o título de mulher mais longeva do Brasil.

Apesar do reconhecimento nacional, dona Deolira ainda não possui homologação internacional pelo Guinness World Records. Atualmente, a organização reconhece a britânica Ethel Caterham, de 117 anos, como a pessoa viva mais velha do mundo.

Vida no campo e família numerosa

A trajetória de Deolira começou em uma família de trabalhadores rurais. Filha de pessoas ligadas ao campo, ela passou grande parte da vida em uma rotina simples.

Ao longo dos anos, trabalhou na lavoura ao lado do marido e dos filhos. A vida rural fez parte de sua história durante décadas.

Além disso, construiu uma família numerosa. Dona Deolira teve sete filhos e hoje reúne várias gerações de descendentes.

A família cresceu ao longo dos anos e inclui netos, bisnetos, tataranetos e até uma pentaneta.

Para a neta, alguns hábitos podem ter contribuído para a impressionante longevidade. Entre eles estão uma alimentação mais natural e o estilo de vida simples mantido durante grande parte da vida.

Ainda assim, a história da brasileira de 121 anos também desperta outra pergunta: o que permite que algumas pessoas cheguem a uma idade tão avançada?

Longevidade desperta interesse científico

A vida de dona Deolira ultrapassou os registros históricos e também despertou interesse científico.

Segundo informações publicadas pelo jornal O Globo, ela passou a integrar o estudo DNA Longevo, desenvolvido pelo Centro de Estudos do Genoma Humano e Células-Tronco da USP.

O projeto analisa casos de centenários brasileiros para tentar compreender fatores relacionados à genética, longevidade e qualidade de vida.

A pesquisa busca identificar características que possam ajudar cientistas a entender melhor o envelhecimento humano e os motivos que levam algumas pessoas a viver por mais de um século.

A reportagem informou que pesquisadores receberam amostras de sangue de Deolira em 2023 para realizar o sequenciamento de seu genoma.

Assim, a história da mulher mais velha do Brasil pode contribuir para estudos que vão além da curiosidade sobre sua idade.

O caso envolve questões relacionadas ao envelhecimento, memória, genética, cuidados familiares e qualidade de vida.

“A dona Deolira não representa apenas uma idade elevada, mas um caso humano que pode contribuir para reflexões sobre envelhecimento, memória, genética, cuidado familiar e qualidade de vida na população brasileira”, destacou o RankBrasil.

Aos 121 anos, dona Deolira carrega uma história que atravessou gerações. Entre documentos recuperados, décadas de trabalho no campo, uma família gigantesca e o interesse da ciência, ela agora também ostenta oficialmente um título nacional.

E, no meio de uma trajetória tão extraordinária, permanece um gosto simples que ajuda a explicar um pouco de sua personalidade: para dona Deolira, coxinha e guaraná continuam sendo uma combinação especial.

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