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“Me excedi”, disse corintiano que matou esposa palmeirense; ele é condenado a 13 anos de prisão

Leonardo era torcedor do Corinthians, enquanto Érica torcia pelo Palmeiras. O crime aconteceu após uma discussão relacionada ao futebol.

O empresário Leonardo Souza Ceschini, torcedor do Corinthians, foi condenado a 13 anos e 24 dias de prisão pela morte da esposa, a empresária Érica Fernandes Alves Ceschini, de 34 anos. A decisão foi tomada pelo Tribunal do Júri de São Paulo na noite desta segunda-feira (31).

O crime aconteceu em 31 de janeiro de 2021, após uma discussão entre o casal. Érica era palmeirense e Leonardo, corintiano. Naquela noite, o Palmeiras havia conquistado a Copa Libertadores ao vencer o Santos por 1 a 0.

Durante a briga, Leonardo atingiu a esposa com golpes de faca. Segundo a denúncia, Érica foi atingida no tórax, nas costas e nas pernas. O crime aconteceu no apartamento onde a família morava e foi presenciado pelos filhos gêmeos do casal, que tinham dois anos na época.

O que Leonardo confessou?

Após o crime, Leonardo inicialmente apresentou aos policiais uma versão de que havia sido agredido pela mulher e que ela teria cometido suicídio. Posteriormente, mudou o relato e confessou ter matado Érica.

À polícia, ele afirmou que conseguiu desarmar a esposa depois de ser ferido por ela e que, na sequência, a atingiu com vários golpes. Segundo relatos sobre o depoimento, Leonardo disse que “se excedeu” e alegou ter agido em legítima defesa.

O empresário também declarou que o relacionamento era marcado por “desavenças devido a cada um ser torcedor de time de futebol diferente”. A defesa sustentou a tese de legítima defesa durante o processo.

A família de Érica, por outro lado, contestou desde o início a ideia de que o futebol fosse a verdadeira motivação do crime. O Ministério Público denunciou Leonardo por homicídio qualificado, incluindo feminicídio, motivo fútil e meio cruel.

Como foi o crime?

Na madrugada de 31 de janeiro de 2021, policiais militares foram chamados ao apartamento do casal, em São Domingos, na zona norte de São Paulo, após uma ocorrência inicialmente comunicada como assassinato seguido de suicídio.

Leonardo recebeu os policiais e os levou até a cozinha, onde Érica estava caída. Ele também estava ferido e foi levado para atendimento médico.

Durante as investigações, a versão inicial apresentada pelo empresário mudou até a confissão de que havia golpeado a esposa.

Filhos presenciaram o assassinato

Um dos pontos considerados pelo Tribunal do Júri foi o fato de que os filhos do casal presenciaram a morte da mãe.

Os jurados reconheceram a autoria e a materialidade do crime, além das qualificadoras de feminicídio e meio cruel. Também foi reconhecida a causa de aumento de pena pelo fato de o assassinato ter ocorrido na presença física das crianças.

Na época, os gêmeos tinham apenas dois anos. Atualmente, eles estão sob os cuidados da família materna.

Condenação

Leonardo respondeu ao processo em liberdade e compareceu ao julgamento realizado na segunda-feira (31). Ao final, foi condenado a 13 anos e 24 dias de prisão.

Uma ordem de prisão foi expedida após a condenação. Ainda cabe recurso da decisão.

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