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‘Homem-Peixe’ chega a Belém após 360 dias nadando pela Amazônia: ‘A vazante foi muito forte’; veja o vídeo

Reprodução/Print imagem da RBATV

Depois de 360 dias dentro d’água, enfrentando longas travessias, correntezas, cansaço e os desafios dos rios amazônicos, o colombiano Wilber Honório Muñoz, conhecido como “Homem-Peixe”, finalmente chegou a Belém.

Wilber Honório Muñoz, o “Homem-Peixe”, foi recebido em Belém após concluir a expedição de 360 dias pelos rios da Amazônia.

Wilber Honório Muñoz, o “Homem-Peixe”, foi recebido em Belém após concluir a expedição de 360 dias pelos rios da Amazônia.

A capital paraense marcou o ponto final de uma jornada que percorreu diferentes regiões da Amazônia. A chegada foi acompanhada por pessoas que aguardavam para recepcioná-lo e registrada em vídeo, assim como a entrevista concedida por Wilber após concluir a expedição. Veja!

“A vazante pegou muito forte, aí não deu para chegar. Só cheguei aí com uma galera de uma rua. Muito legal também, muito lindo. São as coisas de meu Deus.”

Uma jornada de 6,6 mil quilômetros

A expedição, chamada “Amazonas a Pulmão”, levou Wilber a percorrer cerca de 6,6 mil quilômetros a nado por rios da Amazônia. O projeto combinou o desafio esportivo com o propósito de chamar atenção para os impactos provocados pelo descarte de plásticos e outros resíduos nos cursos d’água.

Ao longo do percurso, o colombiano enfrentou diferentes condições de navegação. Na reta final, um dos principais desafios foi a travessia da Baía do Marajó, marcada pela força das marés e das correntezas.

Wilber concluiu a jornada ao ser recebido na Pedra do Peixe, no Complexo Ver-o-Peso, em Belém. O local, conhecido pelo desembarque e comércio de pescado, foi escolhido como ponto final da expedição.

O momento que deixou a Amazônia em alerta

A reta final da aventura ganhou repercussão após um episódio de tensão na sexta-feira (28). Durante uma travessia de aproximadamente 24 quilômetros entre Ponta de Pedras e Barcarena, a equipe que acompanhava Wilber perdeu o contato visual com o nadador.

A forte maresia e a baixa visibilidade dificultaram o acompanhamento, e buscas foram iniciadas na região. Lanchas, jet skis e drone foram utilizados na tentativa de localizar o atleta.

Por algumas horas, o paradeiro do “Homem-Peixe” foi desconhecido, provocando apreensão entre as pessoas que acompanhavam a expedição. O desfecho, porém, trouxe alívio: Wilber foi localizado vivo e ainda nadando na região de Vila do Conde, em Barcarena, acompanhado pelo caiaque de apoio e sem ferimentos.

Após ser encontrado, o próprio atleta tranquilizou os seguidores e afirmou: “Foi muito rápido, tudo aconteceu muito rápido”, antes de confirmar que estava bem e que seguiria rumo a Belém para concluir o projeto.

Wilber Honório Muñoz já percorreu cerca de 6,6 mil quilômetros a nado pela Amazônia e agora tenta vencer marés e correntezas antes de chegar à capital paraense

O momento que deixou a Amazônia em alerta

A expedição ganhou ainda mais repercussão na sexta-feira (28), quando a equipe que acompanhava Wilber perdeu o contato visual com o nadador durante a travessia de cerca de 24 quilômetros entre Ponta de Pedras e Barcarena. A forte maresia e a baixa visibilidade dificultaram o acompanhamento, e buscas foram iniciadas com lanchas, jet skis e drone.

Por algumas horas, o paradeiro do “Homem-Peixe” foi desconhecido, o que provocou apreensão entre quem acompanhava a jornada. O desfecho, porém, surpreendeu: Wilber foi localizado vivo e ainda nadando na região de Vila do Conde, em Barcarena, e estava sem ferimentos.

Após ser encontrado, o próprio atleta tranquilizou os seguidores e afirmou: “Foi muito rápido, tudo aconteceu muito rápido”, antes de dizer que estava bem e que seguiria rumo a Belém para concluir o projeto.

Esse episódio acabou se tornando um dos momentos mais marcantes da reta final da expedição, confira sobre a missão do “Homem-Peixe”:

Uma mensagem pela preservação

Mais do que um desafio esportivo, a expedição buscou chamar atenção para a necessidade de preservar os rios amazônicos. Durante a jornada, Wilber destacou os impactos da poluição e do descarte inadequado de lixo, especialmente de materiais plásticos.

Com a chegada a Belém, o colombiano encerra uma aventura de 360 dias e cerca de 6,6 mil quilômetros a nado, deixando como marca o alerta para a preservação dos recursos hídricos da Amazônia.

Buscas intensificadas na Baía de Marajó

Após a perda do contato visual, integrantes da expedição começaram a procurar Wilber por diferentes pontos da baía.

Imagens e relatos divulgados nas redes sociais mostram a mobilização para tentar determinar para onde o nadador poderia ter sido levado pelas águas. Em razão das correntes, a área de procura pode se ampliar rapidamente.

*Créditos do vídeo da repórter Sancha Luna (RBATV)

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