O técnico do Paysandu, Júnior Rocha, como tem feito sistematicamente a cada tropeço do time, evocou as conquistas conseguidas pelo Papão, sob o seu comando na temporada e que, hoje, são deixadas em segundo plano pelo torcedor ansioso pela volta do clube à Série B do Brasileiro.
“Durante o jogo criamos nossas possibilidades (de gols)”, disse. “Tenho que ter cuidado como eu falo, pois, se eu falar que criamos várias oportunidades e que perdemos, acabo responsabilizando os atletas. Já se eu falo que chego no vestiário e não esculhambo eles, eu não tenho comando. Mas até agora foram nove meses de trabalho e os jogadores nos entregaram todos os objetivos que o clube traçou: Parazão, Copa Norte, Copa Verde e a classificação, que foi conquistada em Itu (SP), uma rodada antes, mesmo com alguns achando que não daria”, prosseguiu.
Na sequência do bate-papo, o treinador afirmou que o quadrangular é uma espécie de “novo campeonato”, lembrando sua experiência na disputa da Série C. “Eu já classifiquei em primeiro e não subimos e já nos classificamos no ‘bolo’, como agora, e subimos”, recordou. Rocha se mostrou otimista. “O Paysandu é sempre forte nos momentos decisivos, mas vai ter uma hora que vai oscilar”, disse.
“A CBF fala que é a Série C mais disputada da história, muitas equipes têm possibilidades de vaga. Guarani, Figueirense ficaram fora, times tradicionais. Nos classificamos em 7º, mas classificamos. Agora é ‘resetou’ e é outra competição e vamos viver o presente e o futuro”, recomendou. Rocha prometeu um Paysandu brigando de “igual para igual”. “Não tenho dúvida que faremos um quadrangular muito bom”, completou.
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