Após anunciar o fim da amizade com Milena, Ana Paula Renault apareceu nas redes sociais ao lado de uma nova parceira em uma campanha publicitária. A maquiadora Jéssica Lima foi escolhida para dividir a cena com a vencedora do BBB 26 em uma ação da marca de cosméticos Kérastase.
Na publicidade, Ana Paula e Jéssica aparecem de pijama, deitadas em uma cama e conversando. A situação remete diretamente à relação entre Ana Paula e Milena durante o BBB 26, quando as duas dividiam o mesmo quarto e ficaram conhecidas pelas conversas e pela proximidade ao longo do reality show.
“Tem duplinha que melhora qualquer noite”, escreveu Ana Paula na legenda da publicação. A campanha foi divulgada em formato de publicação colaborativa pela influenciadora, mas Jéssica não foi marcada no post. A maquiadora, por sua vez, compartilhou o trabalho separadamente em suas próprias redes sociais.
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A escolha da nova parceira gerou críticas entre internautas. Parte do público acusou a campanha de reproduzir uma lógica racista ao colocar outra mulher negra no lugar de Milena e utilizar uma dinâmica que remete diretamente à amizade das duas no reality.
Uma internauta afirmou que a ação exemplificaria o conceito de “fungibilidade negra”, utilizado em estudos raciais para descrever situações em que pessoas negras são tratadas como substituíveis entre si, com suas características e identidades individuais sendo desconsideradas.
“A revolta não é porque a Milena deveria estar ali, mas porque a referência é nitidamente construída a partir dela, enquanto a própria é apagada e substituída por outra mulher negra. Isso é uma escolha”, escreveu outra pessoa nas redes sociais.
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O conceito de fungibilidade negra está relacionado à ideia de que indivíduos negros podem ser vistos como intercambiáveis, como se a raça se sobrepusesse às particularidades e identidades de cada pessoa.
Até o momento, a Kérastase não se pronunciou publicamente sobre as críticas à campanha.
A gente precisa nomear a violência: A Kérastase é uma marca multimilionária e achou de bom tom produzir uma publicidade na qual uma pessoa negra foi tratada como uma categoria, e não como uma pessoa.
Que chamamos nos estudos raciais de:
fungibilidade negra pic.twitter.com/sSC7ZUGOLJ
— Stephanie Ribeiro (@RibSte) August 29, 2026






