Cerca de 1,6 milhão de jovens de 16 e 17 anos estão aptos a votar nas eleições de 2026, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Para muitos deles, o pleito de outubro marcará a primeira participação em uma eleição geral.
Os adolescentes poderão escolher presidente da República, governador, senador, deputado federal e deputado estadual ou distrital. O primeiro turno das eleições está marcado para 4 de outubro.
Para você, qual é a principal importância do voto?
Voto para jovens é facultativo
Apesar de poderem participar da escolha dos representantes, os jovens de 16 e 17 anos não são obrigados a votar. O alistamento eleitoral e o voto são facultativos nessa faixa etária.
Quem não comparecer às urnas não precisa justificar a ausência, não recebe multa e não corre o risco de ter o título cancelado por três ausências consecutivas enquanto estiver na condição de eleitor com voto facultativo.
A obrigatoriedade passa a valer a partir dos 18 anos, com as exceções previstas pela legislação eleitoral.
Quem poderá votar em 2026?
Para participar das eleições deste ano, o jovem precisava ter solicitado o título de eleitor dentro do prazo do calendário eleitoral. Também é necessário completar 16 anos até 4 de outubro, data do primeiro turno.
O alistamento eleitoral pode ser solicitado a partir dos 15 anos, desde que a pessoa complete 16 anos até a data da eleição.
Quem não solicitou o título até 6 de maio de 2026 não poderá votar neste pleito.
Número de jovens caiu em relação a 2022
Embora o eleitorado jovem continue representando uma parcela importante dos votantes, o número de adolescentes de 16 e 17 anos aptos a votar caiu em relação às eleições gerais de 2022.
Naquele pleito, 2.116.781 jovens dessa faixa etária estavam aptos a votar. Em 2026, são cerca de 1,6 milhão, uma redução de aproximadamente 23%.
Ao todo, o Brasil terá 158.745.463 eleitores aptos a participar das eleições de 2026.
Participação vai além do voto
Segundo o TSE, a participação dos jovens no processo eleitoral não se limita à votação. Eles também podem acompanhar as auditorias das urnas, denunciar irregularidades pelo aplicativo Pardal e, quando atenderem aos requisitos, atuar como mesários ou no apoio logístico das eleições.
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