O Clube do Remo chega à reta final do Brasileirão com um problema que preocupa: a defesa. O time azulino tem a segunda pior campanha defensiva da competição, com 39 gols sofridos, ficando atrás apenas da Chapecoense-SC, que já levou 46.
Restando 14 jogos, o sistema defensivo remista precisa encontrar soluções para reduzir os espaços e evitar que os adversários continuem explorando uma das principais fragilidades da equipe: as jogadas pelos lados e os cruzamentos para a área.
Desde o retorno após a Copa do Mundo, o Remo sofreu dez gols em seis partidas. Em nove desses gols, a jogada começou com um cruzamento para a área, enquanto cinco foram marcados diretamente em lances pelo alto.
Além da dificuldade para bloquear os cruzamentos, o time também tem apresentado problemas na marcação e no posicionamento dentro da área, permitindo que adversários recebam em boas condições para finalizar.
A preocupação aumenta diante do próximo compromisso do Remo, quando a equipe precisará equilibrar a necessidade de buscar o resultado com os cuidados defensivos.
Vítor Bueno pede reação
O meia-atacante Vítor Bueno reconheceu que a equipe precisa corrigir os problemas apresentados ao longo da competição e manter a confiança para reagir na reta final.
“A gente acha que falta alguma coisa, trabalha em cima disso, vai e faz e não consegue executar, ou quando consegue não consegue sair com placar positivo. É muito difícil a situação. Acho que a gente precisa manter uma constância, manter a confiança”, afirmou.
Para o jogador, o momento exige concentração e organização para que a ansiedade por sair da parte de baixo da tabela não prejudique o desempenho dentro de campo.
“É como uma final, a gente tem que ganhar o jogo, só isso. Mais do que jogar bem, talvez essa ansiedade de querer sair logo dessa situação acabe até nos atrapalhando. Mais do que jogar bem, a gente tem que ganhar o jogo”, disse.
Bueno também destacou que o Remo não pode abandonar a organização em busca da vitória.
“A gente tem que fazer isso com convicção, sabendo o que a gente faz dentro de campo. As coisas não podem ser bagunçadas, ganhar de qualquer jeito. Não é assim que a gente vai conseguir ganhar os jogos”, completou.
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