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Morre Dolly Parton, voz de “Jolene” e “I Will Always Love You”, aos 80 anos

Morre Dolly Parton, ícone da música country, aos 80 anos. Foto: Reprodução

Dolly Parton, uma das maiores referências da música country norte-americana e responsável por canções que atravessaram gerações, morreu aos 80 anos. A morte da cantora, compositora e atriz, conhecida mundialmente por sucessos como “Jolene” e “I Will Always Love You”, foi anunciada nesta terça-feira (25) por meio das redes sociais da artista. A causa não foi divulgada.

No comunicado, Bryan Seaver, sobrinho da cantora, falou sobre a perda e destacou a fé de Dolly Parton ao se despedir da artista.

“É uma honra, uma honra que se mistura com absoluto orgulho e grande tristeza”, lamentou. “Mas a tristeza está conosco, não com Dolly. Dolly viveu na luz e está nos braços de Jesus, certamente recebida por Carl, seus pais e inúmeras outras pessoas que a observaram e ansiaram por encontrá-la nos céus”.

Problemas de saúde

Menos de um mês antes da morte, Dolly havia contado à revista People que estava “lidando com alguns problemas de saúde”. Segundo a artista, os cuidados pessoais acabaram ficando em segundo plano durante o período em que acompanhou o marido, Carl Thomas Dean, que estava doente. Ele morreu em março de 2025, aos 82 anos.

“Carl e eu passamos muitos anos maravilhosos juntos. Palavras não conseguem expressar o amor que compartilhamos por mais de 60 anos”, escreveu Dolly nas redes sociais na ocasião. Os dois eram casados desde 1966.

No início de agosto, a cantora também precisou cancelar apresentações que faria no Tennessee e em Las Vegas, nos Estados Unidos, seguindo recomendações médicas. Nos últimos meses, ela havia enfrentado ainda problemas de saúde relacionados a uma infecção renal.

Uma carreira premiada

Ao longo de décadas nos palcos, Dolly Parton acumulou uma extensa lista de reconhecimentos. A artista conquistou um Emmy, 11 Grammys, 10 prêmios da Country Music Association, sete da Academy of Country Music e três American Music Awards. Também recebeu duas indicações ao Oscar, além de um Oscar honorário.

Dolly esteve ainda entre as sete mulheres que conquistaram o prêmio de Artista do Ano da Country Music Association. Mesmo depois de décadas de carreira, continuou dialogando com novas gerações da música e realizou trabalhos com nomes como Sabrina Carpenter e Miley Cyrus, de quem era madrinha.

Dolly Parton e a afilhada, Miley Cyrus. Foto: Reprodução

Em 2024, “Jolene” ganhou uma nova versão na voz de Beyoncé, no álbum “Act II: Cowboy Carter”, colocando novamente um dos maiores sucessos de Dolly em evidência.

Das raízes no Tennessee ao estrelato

Nascida no interior do Tennessee, nos Estados Unidos, Dolly Parton cresceu em uma família pobre, ao lado de 11 irmãos. A ligação com a música começou ainda na infância: aos 6 anos, já cantava e tocava violão na igreja do avô e, no ano seguinte, passou a criar as próprias composições.

Assumidamente uma “country girl”, Dolly transformou as experiências da vida simples no interior norte-americano em matéria-prima para as músicas.

“Meu estilo é minha alma e meus sentimentos. Contarei ao mundo em minhas canções o que eu não teria contado à minha mãe”, declarou à revista People.

“Jolene” e o sucesso mundial

Depois de concluir o ensino médio, Dolly mudou-se para Nashville, em 1964, determinada a seguir carreira na música. Passou a cantar em clubes e a escrever para outros artistas até trabalhar com Porter Wagoner, que a levou para o programa “The Porter Wagoner Show”. A parceria também ajudou a cantora a conquistar um contrato com uma gravadora.

Em 1971, Dolly chegou pela primeira vez ao topo da parada country. Dois anos depois, lançou “Jolene”, sua primeira música a entrar na Billboard Hot 100 e uma das composições que se tornariam símbolos de sua trajetória.

Em 1974, ao deixar o programa de Porter Wagoner, escreveu “I Will Always Love You” como uma despedida do parceiro profissional. A música chegou duas vezes ao primeiro lugar da parada country e ganhou projeção ainda maior anos depois, quando Whitney Houston a regravou para o filme “O Guarda-Costas”, de 1992.

Além da música

O talento de Dolly Parton também chegou ao cinema. Durante a década de 1980, a artista participou de produções como “Como Eliminar Seu Chefe”, “Rhinestone: Um Brilho na Noite”, ao lado de Sylvester Stallone, e “Flores de Aço”.

O post Morre Dolly Parton, voz de “Jolene” e “I Will Always Love You”, aos 80 anos apareceu primeiro em Diário do Pará.

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