Após quase cinco anos de espera, a família de Yasmin Fontes Cavaleiro de Macêdo acompanha nesta terça-feira (25) o início do julgamento de Lucas Magalhães, acusado de envolvimento na morte da jovem, em Belém. A sessão do Tribunal do Júri está prevista para começar às 8h, no Fórum Criminal de Belém.
A data é aguardada pelos familiares de Yasmin desde a morte da jovem. Nas horas que antecedem o julgamento, a mãe dela, Eliene Cristine Fontes, falou ao DIÁRIO sobre a expectativa da família diante do momento considerado decisivo para o caso.
“Lutamos e aguardamos por esse julgamento durante 4 anos e 8 meses. Comemoramos a cada não recebido em cada recurso ou pedido de habeas-corpus antes mesmo da prisão. Estamos esperançosos sim com a condenação”, declarou.
O que você espera do julgamento do caso Yasmin?
Família espera por decisão
O processo chega ao Tribunal do Júri depois de uma longa tramitação. Durante esse período, a família acompanhou os desdobramentos da investigação e as medidas apresentadas pela defesa de Lucas Magalhães.
Com o julgamento marcado para esta terça, a expectativa agora está concentrada nos trabalhos dos jurados e nos depoimentos que serão apresentados durante a sessão.
Para Eliene, a quantidade de testemunhas e os relatos reunidos ao longo da investigação podem fazer com que o julgamento se estenda por mais de um dia.
“Ah. São muitas testemunhas, foram muitas histórias contadas no decorrer do inquérito. Acredito que pelo menos 2 dias”, afirmou.
A família de Yasmin espera que, após anos de espera, o Tribunal do Júri apresente uma resposta para o caso.
Para Eliene, a chegada do caso ao Tribunal do Júri representa o fim de uma longa espera. Ao longo dos últimos anos, a família acompanhou os desdobramentos do processo e as tentativas de recurso apresentadas pela defesa.
Agora, porém, a expectativa está voltada para os jurados. A mãe de Yasmin acredita que o julgamento não deve terminar no primeiro dia. Segundo ela, o número de testemunhas e a quantidade de relatos reunidos durante a investigação podem prolongar a sessão.
Família mobiliza amigos e apoiadores
Além da expectativa pela decisão, a família também se mobiliza para acompanhar o julgamento. Uma publicação compartilhada nas redes sociais convida parentes, amigos e pessoas que acompanharam o caso a comparecer ao Fórum Criminal de Belém.
A mobilização busca reunir pessoas que desejam demonstrar apoio à família e reforçar o pedido por justiça.
A mensagem compartilhada termina com a frase: “Por Yasmin — Pela verdade — Pela justiça.”
Eliene afirmou que pretende acompanhar a sessão cercada por pessoas próximas. Segundo ela, a família vive momentos de ansiedade antes da abertura do julgamento.
“Estamos todos ansiosos para a hora do julgamento. Irei ao fórum rodeada de familiares, advogados e amigos. Mas estamos bem protegidos”, disse.
O júri deve reunir familiares, advogados, testemunhas e outras pessoas envolvidas no processo. A família acredita que a sessão poderá se estender por pelo menos dois dias.
O caso
Yasmin Macêdo tinha 21 anos e era estudante de Medicina Veterinária, além de influenciadora digital. Ela desapareceu durante um passeio de lancha no rio Maguari, em Belém, em dezembro de 2021.
O corpo da jovem foi encontrado no dia seguinte. As investigações apontaram afogamento como causa da morte.
Outras pessoas estavam na embarcação no momento do passeio. Lucas Magalhães, proprietário da lancha, é acusado no processo que agora será analisado pelo Tribunal do Júri.
Ele responde pelos crimes de homicídio com dolo eventual, fraude processual e porte e disparo ilegal de arma de fogo.
Segundo as investigações, o caso também envolveu relatos sobre disparos durante o passeio e alterações na estrutura da embarcação antes da realização da perícia.
Após quatro anos e oito meses de espera, a família agora se prepara para acompanhar o momento que espera há tanto tempo. Para Eliene, a expectativa é clara: “Estamos esperançosos sim com a condenação”, confirma.
O Julgamento
O julgamento do caso Yasmin Macedo será realizado pelo 2º Tribunal do Júri de Belém, sob a presidência do juiz Homero Lamarão Neto.
O réu Lucas Magalhães é acusado pelo crime de homicídio simples. Durante a sessão, serão ouvidas as testemunhas indicadas pela acusação e pela defesa.
Testemunhas
O Ministério Público arrolou quatro testemunhas. Além delas, acusação e defesa indicaram conjuntamente uma quinta testemunha.
A defesa de Lucas Magalhães terá quatro testemunhas próprias para serem ouvidas durante o julgamento.
A acusação será conduzida pelo promotor de Justiça Edson Augusto Cardoso de Souza, que atuará na sessão do Tribunal do Júri.
Quem preside o julgamento
A sessão será presidida pelo juiz Homero Lamarão Neto, presidente do 2º Tribunal do Júri de Belém.
Como se trata de um julgamento pelo Tribunal do Júri, após a fase de depoimentos e dos demais atos previstos no procedimento, acusação e defesa terão espaço para apresentar seus argumentos aos jurados, que serão responsáveis pela decisão sobre a responsabilidade criminal do réu.
Ao final, caberá ao juiz presidente proferir a sentença de acordo com a decisão tomada pelo Conselho de Sentença.
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