A semaglutida ganhou nesta segunda-feira (24) uma nova versão genérica aprovada no Brasil. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o registro do Semaclique, do laboratório Germed, para o tratamento do diabetes tipo 2. A decisão, publicada no Diário Oficial da União, abre espaço para maior concorrência no mercado das canetas injetáveis e o medicamento poderá chegar ao consumidor com preço até 35% inferior ao produto de referência, conforme as regras aplicáveis aos genéricos.
O Semaclique já havia recebido, na semana anterior, autorização da Anvisa para ser comercializado como medicamento similar. Agora, passa a ser a segunda caneta de semaglutida genérica aprovada no país. O produto tem como referência o Ozivy, desenvolvido pela EMS, primeira caneta injetável de semaglutida fabricada no Brasil e também a primeira a permitir o registro de versões genéricas.
Tanto o Ozivy quanto o Semaclique são produzidos com semaglutida sintética e pertencem a empresas do mesmo grupo. Os medicamentos foram desenvolvidos a partir do princípio ativo que ganhou projeção mundial com Ozempic, indicado para diabetes, e Wegovy, voltado ao tratamento da obesidade, ambos da farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk. As versões genéricas devem manter o mesmo princípio ativo e eficácia do medicamento utilizado como referência.
Semaclique: nova opção de semaglutida genérica
A aprovação do Semaclique contempla quatro apresentações de solução injetável subcutânea, com concentração de 1,34 mg/ml, comercializadas em kits compostos por canetas aplicadoras e agulhas. Apesar da autorização, ainda não há uma data definida para que a nova opção chegue às farmácias brasileiras.
O Ozivy, medicamento de referência das duas versões genéricas já aprovadas, recebeu autorização da Anvisa em maio de 2026, dois meses após o fim da patente da semaglutida biológica. O produto começou a ser comercializado nas farmácias brasileiras em 15 de junho deste ano.
Corrida das canetas e redução de custos
A chegada das versões genéricas amplia a chamada “corrida das canetas”, impulsionada pela abertura do mercado após o fim da proteção patentária. Pela legislação dos genéricos, os novos medicamentos podem ter preços até 35% menores, aumentando a expectativa de redução do custo dos tratamentos à base de semaglutida.
A EMS informou que a comercialização deve começar “nos próximos meses”. Antes disso, o preço do medicamento precisa ser definido e aprovado pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), responsável pela determinação dos preços máximos permitidos para medicamentos no Brasil.
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