A Procter & Gamble (P&G), gigante responsável por marcas conhecidas como Gillette, Oral-B, Pampers, Ariel, Pantene e Head & Shoulders, está passando por uma ampla reestruturação que prevê a redução de até 7 mil postos de trabalho e a retirada de produtos de determinados mercados.
A mudança faz parte de um plano anunciado pela companhia em 2025 e que deve avançar até o fim do ano fiscal de 2027. A estratégia envolve redução de custos, simplificação da estrutura da empresa e revisão do portfólio de produtos.
P&G já cortou milhares de empregos
Os 7 mil postos previstos correspondem a cerca de 15% da força de trabalho não relacionada à fabricação da companhia. Ou seja, os cortes estão concentrados principalmente em áreas administrativas, corporativas e de suporte.
Em junho deste ano, a P&G informou que estava no ritmo previsto para atingir a meta. Mais da metade das reduções planejadas já havia sido executada após o primeiro ano do programa.
Em agosto, informações divulgadas nos Estados Unidos indicavam que aproximadamente 4,3 mil empregos já haviam sido eliminados globalmente desde o início da reestruturação.
Produtos famosos também estão sendo retirados
A mudança não se limita aos funcionários.
A P&G também decidiu simplificar seu portfólio, deixando determinadas categorias e produtos em mercados considerados menos estratégicos.
Entre os casos já confirmados estão produtos da Pampers e Whisper nas Filipinas, além de versões de produtos para lavar roupas das marcas Tide e Ariel em mercados asiáticos.
A companhia também encerrou sua operação própria de fabricação e comercialização no Paquistão, passando a utilizar distribuidores para abastecer o mercado.
Gillette e Oral-B vão acabar?
Não.
Apesar de serem citadas nas manchetes sobre a reestruturação, Gillette e Oral-B não estão sendo encerradas mundialmente.
As duas continuam entre as marcas do portfólio da P&G. Documentos corporativos de 2026 ainda listam Gillette na área de cuidados pessoais e Oral-B no segmento de cuidados bucais.
O que está acontecendo é uma revisão de produtos, categorias e operações em determinados países.
Por isso, a retirada de uma linha em um mercado específico não significa que o produto deixará de ser vendido no mundo inteiro.
E no Brasil?
Até o momento, não há anúncio de que Gillette, Oral-B, Pampers ou Ariel deixarão de ser comercializadas no Brasil por causa da atual reestruturação.
Também não foi divulgada uma relação pública indicando que os 7 mil cortes previstos atingirão especificamente trabalhadores brasileiros.
A Procter & Gamble mantém diversas de suas principais marcas em operação global, enquanto concentra a revisão em determinadas categorias e mercados.
Empresa não está falindo
Apesar dos cortes e da retirada de produtos, a reestruturação não significa que a P&G esteja falindo.
A empresa continua sendo uma das maiores companhias mundiais de bens de consumo e está utilizando o programa para reduzir custos, simplificar processos e concentrar investimentos em marcas e categorias consideradas estratégicas.
A previsão é de que a companhia tenha entre US$ 1,5 bilhão e US$ 2 bilhões em custos de reestruturação durante o programa de dois anos.
Mudanças ainda devem continuar
A Procter & Gamble ainda não divulgou uma lista definitiva de todos os produtos que poderão ser retirados de mercados.
A empresa afirma que o processo inclui mudanças no portfólio, na cadeia de fornecimento e na estrutura organizacional. A expectativa é que parte das alterações continue sendo implementada ao longo do ano fiscal de 2027.
Assim, para o consumidor brasileiro, a principal informação é: Gillette e Oral-B continuam no mercado. As mudanças anunciadas até agora estão relacionadas principalmente a produtos e operações específicas em outros países.
O post Crise na dona da Gillette e Oral-B: 7 mil funcionários serão demitidos; veja o que acontece apareceu primeiro em Diário do Pará.






