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Agora é em casa! Remo terá dois jogos no Mangueirão para reagir no Brasileirão

O Remo acabou tomando a virada no Maraca. Foto: Raul Martins/Remo

O clássico paradoxo da Física da força irredutível contra o objeto inamovível foi posto à prova neste sábado, no jogo entre Fluminense-RJ e Clube do Remo. Depois de abrir o placar no primeiro tempo com Jajá, no único lance de perigo que teve nos 90 minutos, o time azulino se fechou buscando garantir o resultado.

Mas, na lógica e na física, os conceitos do irredutível e do inamovível não podem coexistir, então a força imparável entrou em ação e o Fluzão virou na etapa final, com gols de Hulk e Serna, garantindo os três pontos. O Leão Azul se manteve na zona de rebaixamento, continuando em sua epopeia em busca de sair das últimas posições para fugir do rebaixamento.

Remo busca recuperação em casa

Agora, o Remo volta para casa para encarar duas partidas seguidas como mandante, no Mangueirão. Na segunda-feira, dia 31, o adversário será o Coritiba-PR, pela 25ª rodada; depois enfrenta o Flamengo-RJ, dia 6 de setembro. Com 14 rodadas pela frente, o Leão tem, em tese, que vencer sete e empatar pelo menos para chegar a 45 pontos, índice que vem garantindo a permanência na elite nacional nos últimos anos. Sendo que, em 23 jogos até aqui no Brasileirão, foram apenas cinco vitórias.

Estratégia do Remo e lamentação pela derrota

No sábado, o Remo apostou em uma estratégia clara desde os primeiros minutos, a de ceder a bola ao adversário, fechar os espaços e tentar acelerar o jogo quando recuperasse a posse. Algo que vem sendo feito na maioria das partidas e não vem dando certo muitas vezes. O Fluminense teve mais de 70% de posse de bola, conseguiu ocupar o campo ofensivo durante boa parte dos 90 minutos até que o tricolor transformasse esse domínio territorial em oportunidades realmente perigosas até chegar à virada.

Entre os azulinos, ficou a lamentação pela 11ª derrota na competição. “Abrimos o placar com o Jajá. Sofremos ainda no primeiro tempo, mas conseguimos suportar. No segundo tempo, acho que houve um pouquinho de desatenção nossa. O lance de virada foi numa jogada curta deles. A gente não pode tomar esses gols. foi uma jogada treinada que a gente sabia que eles faziam muito e a gente acabou tomando um gol”, comentou Gabriel Taliari. “A gente podia pelo menos ter levado um ponto daqui, mas tem que levantar a cabeça agora. A gente agora tem cinco jogos, temos quatro na nossa casa e a gente tem que pontuar para sair dessa situação”, completou o centroavante.

Artilharia de Jajá e controle do Fluminense

Jajá chegou a sete gols no Campeonato Brasileiro, assumindo a artilharia remista na competição. Ainda no intervalo ele destacou esse feito e lembrou que foi o primeiro gol marcado desde o nascimento da filha, há duas semanas. “O time do Fluminense é muito qualificado, tem a característica de ficar com a bola, e estou muito feliz com o gol. Já são sete no Brasileirão e quero dedicar para minha filha, Zaira, que nasceu esta semana”.

Para os tricolores, o placar deu justiça ao que aconteceu na partida. “Tivemos o controle do jogo o tempo todo. Foi na primeira e única bola que eles chegaram, foram felizes e fizeram o gol. Vencemos, mas temos que caprichar mais”, disse Hulk. “É no campo onde nós demonstramos os resultados e, graças a Deus, estamos conquistando os resultados positivos que nós estávamos buscando”, finalizou o argentino Serna.

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