O espancamento que provocou a morte de Cláudio Rafael Landeiro Moreira, de 37 anos, em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, ganhou um novo capítulo. A Polícia Civil tenta identificar um quinto suspeito que aparece em imagens de câmeras de segurança se aproximando do grupo de agressores e chutando a cabeça da vítima. Quatro homens já identificados no caso estão presos.
Cláudio foi atacado após ser confundido com um ladrão de bicicleta. A suspeita, no entanto, era falsa: segundo a investigação e familiares, ele havia saído de casa, em Botafogo, na noite de 11 de agosto usando uma bicicleta pertencente à própria irmã.
O crime começou depois que Cláudio foi abordado em Copacabana. Imagens analisadas pela polícia registraram a violência sofrida pelo ciclista, que foi atingido repetidamente com um pedaço de madeira, além de receber socos, chutes e pisões. Registros obtidos durante a investigação apontam que foram desferidas 57 pauladas durante o ataque.
Quinto suspeito é procurado pela Polícia Civil
O novo suspeito aparece em uma etapa das agressões na Rua Felipe de Oliveira. De acordo com a investigação, ele se aproxima dos demais envolvidos, chuta Cláudio na cabeça e depois deixa o local. A Polícia Civil trabalha agora para identificá-lo e esclarecer sua participação no homicídio.
A 12ª DP (Copacabana), responsável pelo caso, continua analisando imagens e outras informações para reconstruir toda a sequência do crime. O delegado Ângelo Lages afirmou que todas as circunstâncias serão investigadas e que a polícia pretende responsabilizar quem efetivamente participou da violência.
Quatro agressores já estão presos
Os quatro homens já identificados são os seguranças Davi Santos Machado e Jorge Luiz Ricardo Dias, além dos entregadores de aplicativo Felipe Eduardo dos Santos Silva e Ailton José da Silva. Todos estavam presos até esta sexta-feira (21), após prisões ou apresentações à polícia.
Davi é apontado pela investigação como um dos principais responsáveis pelas agressões. Imagens mostram o segurança atingindo repetidamente Cláudio com um pedaço de madeira. Segundo as informações obtidas pela polícia, ele teria aplicado cerca de 30 golpes.
Jorge, também segurança, teria participado da abordagem inicial e retirado do local a bicicleta que estava com Cláudio. A investigação, porém, não apontou até agora participação direta dele no espancamento.
Já Felipe e Ailton aparecem nas imagens participando das agressões. Os dois foram posteriormente excluídos da plataforma de entregas para a qual estavam cadastrados.
Quase nove minutos de violência e morte
As câmeras registraram uma sequência prolongada de agressões. Cláudio aparece cercado e atacado sem conseguir reagir. As imagens mostram socos, pontapés e golpes com um pedaço de madeira, além de momentos em que os agressores registram a própria violência com celulares.
Depois do ataque, o ciclista permaneceu caído até a chegada do socorro. Ele foi levado ao Hospital Municipal Miguel Couto, mas não resistiu.
O laudo apontou traumatismo cranioencefálico e hemorragia interna, além de outras lesões provocadas pelo espancamento.
Vítima foi confundida com ladrão de bicicleta
A origem de toda a violência foi uma acusação que não se sustentou. Cláudio havia deixado sua residência usando a bicicleta da irmã quando foi abordado sob suspeita de furto.
Um vídeo mostra a vítima saindo de casa com o veículo antes de seguir em direção a Copacabana. Familiares afirmam que ele não tinha antecedentes criminais e que foi injustamente tratado como ladrão.
A Polícia Civil trata o caso como homicídio triplamente qualificado, considerando motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima.
A investigação continua para identificar o quinto homem registrado pelas câmeras e determinar se outras pessoas também tiveram participação na sequência de violência que terminou com a morte de Cláudio.
O post 57 golpes em 6 minutos: ciclista é morto em ataque brutal em Copacabana; polícia caça 5º suspeito apareceu primeiro em Diário do Pará.






