Um militar da Polícia Militar de Alagoas (PM-AL) foi colocado em prisão disciplinar depois que um vídeo com cenas comprometedoras chegou ao comando da corporação. Nas imagens, o cabo aparece aparentemente aspirando uma substância branca colocada sobre os glúteos de uma mulher. O material, segundo as informações divulgadas sobre o caso, aparenta ser cocaína. Uma arma de fogo também aparece na gravação.
A repercussão do vídeo provocou reação da cúpula da PM alagoana. O comandante-geral da corporação, coronel Paulo Amorim, determinou prisão disciplinar por 72 horas, a ser cumprida no quartel. A detenção começou em 19 de agosto e foi determinada como medida destinada a preservar a disciplina e o decoro militar durante a apuração.
Vídeo comprometedor motivou a prisão
As imagens mostram uma mulher deitada de bruços sobre uma cama. Sobre os glúteos dela aparece uma substância branca e, em determinado momento, o policial aproxima o rosto e aparentemente aspira o material.
A gravação ainda registra uma arma de fogo junto à roupa íntima da mulher, circunstância que também deverá fazer parte da apuração sobre a conduta do agente.
O conteúdo chegou ao conhecimento do comando da PM e motivou a adoção das medidas disciplinares. O despacho do comandante-geral foi publicado no Boletim Geral Ostensivo da corporação na quinta-feira (20).
Corregedoria investiga e carreira está em risco
Além da prisão disciplinar, o cabo passou a responder a um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) instaurado pela Corregedoria da Polícia Militar de Alagoas. O procedimento deverá esclarecer as circunstâncias da gravação e avaliar se a conduta configura transgressões capazes de resultar em outras punições administrativas.
O comandante-geral Paulo Amorim afirmou que comportamentos incompatíveis com os valores e o decoro exigidos dos integrantes da corporação não serão admitidos. A PM ressaltou, contudo, que a situação ainda será apurada e que o policial terá assegurados o contraditório e a ampla defesa durante o procedimento.
Carreira em risco
A prisão de 72 horas é uma medida disciplinar e não representa, por si só, a conclusão do processo contra o cabo. Eventuais sanções definitivas dependerão do resultado da investigação conduzida pela Corregedoria.
O PAD, entretanto, poderá trazer consequências para a permanência do agente na corporação caso sejam comprovadas infrações incompatíveis com a função policial militar. Até a conclusão do procedimento, as circunstâncias mostradas no vídeo permanecem sob investigação.
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