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Mostra Catarse reúne teatro, dança e K-pop em quatro sessões no Teatro Waldemar Henrique

Créditos Vinii Silva

Belém recebe, nos dias 20 e 21 de agosto, a segunda edição da Mostra Catarse, evento que reúne teatro, dança, K-pop, palhaçaria e diferentes gerações de artistas no palco do Teatro Experimental Waldemar Henrique. A programação terá quatro sessões e apresenta trabalhos desenvolvidos pelas turmas da Escola Catarse, iniciativa criada pelo Coletivo de Teatro Catarse com o objetivo de democratizar o acesso à formação artística na capital paraense.

A mostra funciona como uma culminância das atividades realizadas ao longo dos módulos da Escola Catarse, levando ao palco o resultado do trabalho desenvolvido por crianças, jovens e adultos. Neste ano, o evento amplia a participação das linguagens de dança e aposta na integração entre alunos de diferentes modalidades.

Segundo o diretor-geral do Catarse, Gabriel Serrão, uma das novidades desta edição é justamente a união entre as turmas de teatro e dança na construção dos espetáculos.

“Na primeira Mostra Catarse, a gente fez apenas as turmas de teatro e uma de K-pop. Agora temos a oportunidade de lançar as turmas de dança também e algo que eu digo que é inovador, que é colocar as turmas de dança dentro das turmas de teatro”, explica.

Na quinta-feira (20), a programação começa às 18h com a apresentação da turma de K-pop. Na sequência, entram em cena as turmas de teatro juvenil e dança de salão, que apresentam “Romeu & Julieta: Uma história paraense”. Às 19h30, a turma de palhaçaria apresenta “O Cabaré dos Palhaços”.

Na sexta-feira (21), às 18h, a turma de Jazz Funk abre a programação. Em seguida, as turmas de teatro infantil e Ballet Baby apresentam “O Mágico de Oz”. O encerramento fica por conta das turmas de teatro adulto e dança contemporânea, com “A Revolução dos Bichos”.

Arte produzida a partir da periferia

O Coletivo de Teatro Catarse surgiu a partir da trajetória de três jovens da periferia de Belém e das experiências deles com a cultura e o teatro. O grupo foi reconhecido como Ponto de Cultura pela Secretaria de Cultura do Estado do Pará em 2024 e, no ano seguinte, recebeu o reconhecimento nacional do Ministério da Cultura.

Durante sua trajetória, o coletivo produziu espetáculos autorais e participou de festivais, acumulando premiações e indicações. Entre os trabalhos estão “O Gato de Botas”, “Léo e Bia”, “O Conto do Sol e da Lua” e “Licença pra chegar”, espetáculo autoral estreado em 2025 no Teatro Experimental Waldemar Henrique e inspirado nas vivências dos integrantes, além de referências como a obra de Oswaldo Montenegro e o álbum “AmarElo”, de Emicida.

Para Gabriel Serrão, a criação do Catarse também representa uma resposta a experiências negativas vividas durante sua trajetória em outros grupos de teatro. A proposta, segundo ele, foi transformar essas vivências na construção de um espaço com uma visão diferente sobre o fazer artístico.

“O nosso símbolo é um fogo, porque baseado nas minhas vivências, nas minhas experiências do teatro, eu passei por vários grupos. Tive experiências positivas, mas também tive experiências muito negativas. Então eu falei: não adianta nada eu apenas ficar falando mal de algo e não fazer algo novo”, conta.

A Escola Catarse foi criada em 2026, após o coletivo ser contemplado em um edital de premiação para Pontos de Cultura. A iniciativa possibilitou a conquista de um espaço físico próprio e a oferta de formação artística com mensalidades abaixo dos valores praticados no mercado, destinadas principalmente ao custeio da estrutura e dos profissionais envolvidos.

Os professores e monitores são integrantes oficiais do coletivo e possuem formação superior em suas respectivas áreas. Ao final dos módulos, os estudantes têm a oportunidade de apresentar os resultados do processo de aprendizagem diante do público.

Formação e acesso à cultura

Mais do que uma mostra de encerramento, o evento representa a consolidação de um projeto de formação artística desenvolvido pelo coletivo. Para Gabriel Serrão, ver os alunos ocupando o palco é também a realização de um objetivo construído ao longo da trajetória do grupo.

“Ver o Catarse, ver essa mostra, ver esse tanto de gente que vai estar no palco nesses dois dias e o tanto de gente que vai passar pelo teatro e assistir a gente, é realmente a construção e realização de um sonho”, afirma.

A proposta de democratização do acesso à cultura também está presente nos preços dos ingressos. Para a maior parte da programação, os valores são de R$ 50 para inteira e R$ 25 para meia-entrada. A exceção é “A Revolução dos Bichos”, que terá ingressos a R$ 60 e R$ 30, respectivamente.

A organização também disponibiliza a compra antecipada diretamente com integrantes do elenco ou de forma virtual, via Pix, pelo Instagram @_ciacatarse.

“Eu sempre digo que a arte se faz em coletivo. Não tem como fazer arte se não tiver quem assista e que faça ela também”, destaca Gabriel.

A política de preços acompanha a proposta do Catarse de produzir arte a partir da periferia e para a periferia, aproximando novos públicos dos espaços culturais e oferecendo oportunidades de formação artística.

Serviço

Mostra Catarse 2026

Quando: 20 e 21 de agosto de 2026
Onde: Teatro Experimental Waldemar Henrique, em Belém
Classificação: Livre

20 de agosto, quinta-feira
18h — K-pop + Teatro Juvenil + Dança de Salão — “Romeu & Julieta: Uma história paraense”
19h30 — Palhaçaria — “O Cabaré dos Palhaços”

21 de agosto, sexta-feira
18h — Jazz Funk + Teatro Infantil + Ballet Baby — “O Mágico de Oz”
Na sequência — Teatro Adulto + Dança Contemporânea — “A Revolução dos Bichos”

Ingressos: R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia-entrada)
“A Revolução dos Bichos”: R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia-entrada)

Ingressos podem ser adquiridos com o elenco ou virtualmente, via Pix, pelo Instagram @_ciacatarse.

Direção: Gabriel Serrão
Produção: Lua Nepomuceno

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