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Terremoto forte pode acontecer em Belém? Entenda

A possibilidade de um terremoto de grande intensidade causar danos no Norte do Brasil é considerada baixa, segundo Marcos Ferreira, geofísico do Serviço Geológico do Brasil (SGB). Embora a região registre atividades sísmicas, os eventos mais fortes geralmente estão relacionados a áreas distantes ou acontecem em grandes profundidades, o que reduz os impactos na superfície.

De acordo com o especialista, o monitoramento sísmico na região Norte ainda é limitado. Apesar disso, pesquisadores já conhecem razoavelmente o potencial da Amazônia para a ocorrência de terremotos e avaliam que eventos com magnitude e intensidade semelhantes aos registrados nas proximidades do Chile, Peru e Colômbia são pouco prováveis dentro do território brasileiro.

Tremores distantes podem ser sentidos na Amazônia

Mesmo quando o epicentro está distante, alguns terremotos podem ser percebidos em cidades da região Norte. Isso ocorre principalmente pela proximidade com países que possuem intensa atividade sísmica, como Venezuela e Colômbia.

Belém, Manaus e Rio Branco, por exemplo, podem sentir as ondas provocadas por terremotos que acontecem nessas regiões. No entanto, conforme a onda sísmica se desloca por grandes distâncias, ela perde parte de sua energia. “Quando a onda chega nessas cidades, ela já perdeu muito da sua força”, explica Marcos Ferreira.

Por isso, embora moradores possam perceber os tremores, a possibilidade de que esses eventos provoquem danos significativos nas cidades amazônicas é considerada muito baixa.

Acre concentra os maiores terremotos do Brasil

Dentro do território brasileiro, os maiores eventos sísmicos registrados na região amazônica estão concentrados principalmente no Acre. Os terremotos estão relacionados à região de contato entre a placa de Nazca e a placa Sul-Americana.

Nessa área ocorre o processo conhecido como subducção, no qual a placa de Nazca mergulha por baixo da placa Sul-Americana.

Os terremotos registrados no Acre podem alcançar magnitudes elevadas, entre 7 e 7,5, mas acontecem a profundidades superiores a 500 quilômetros.

A grande profundidade é um dos fatores que ajudam a explicar por que esses terremotos, apesar da magnitude, geralmente não provocam danos significativos na superfície.

Pesquisas identificam terremotos antigos na Amazônia

Pesquisas também identificaram evidências de paleossismos, que são marcas deixadas por terremotos ocorridos há milhares de anos. Esses registros mostram que eventos de grande magnitude já aconteceram dentro do território amazônico.

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No entanto, a existência desses registros não significa que um terremoto de grande magnitude esteja prestes a acontecer. As evidências ajudam os pesquisadores a compreender o histórico sísmico da região e seu potencial de ocorrência de novos eventos.

Segundo Marcos Ferreira, portanto, terremotos podem acontecer e ser sentidos na região Norte, mas a ocorrência de um evento capaz de provocar grandes danos nas cidades amazônicas é considerada pouco provável.

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