O governo brasileiro iniciou formalmente o processo para aplicar a Lei da Reciprocidade Econômica contra os Estados Unidos em resposta às tarifas impostas a produtos brasileiros. A medida foi anunciada nesta quinta-feira (13) e ainda não significa uma retaliação imediata.
O primeiro passo será a notificação oficial do governo norte-americano pelo Ministério das Relações Exteriores, seguida da abertura de consultas diplomáticas. O objetivo é buscar uma solução negociada para reduzir ou eliminar os efeitos das tarifas.
O que acontece agora?
O processo prevê uma análise das medidas adotadas pelos Estados Unidos. A Câmara de Comércio Exterior (Camex) deverá avaliar os impactos e as possíveis respostas brasileiras.
Caso as negociações não avancem, o Brasil poderá adotar contramedidas comerciais proporcionais, previstas na Lei da Reciprocidade. Entre as possibilidades estão restrições à importação de produtos e outras medidas relacionadas ao comércio e à propriedade intelectual.
As tarifas norte-americanas podem chegar a 37,5% sobre determinados produtos brasileiros, considerando a sobretaxa adicional aplicada pelos EUA. O governo brasileiro considera as medidas injustificadas e afirma que continuará priorizando o diálogo e as negociações.
O que o tarifaço dos EUA pode afetar? Confira arrastando as imagens para a lateral!
Além do processo de reciprocidade aberto agora, o Brasil já havia recorrido à Organização Mundial do Comércio (OMC) no fim de julho para contestar as tarifas impostas pelos Estados Unidos.
Na ocasião, o governo brasileiro iniciou consultas dentro do mecanismo de solução de controvérsias da organização. Os Estados Unidos responderam que estão disponíveis para participar das reuniões com representantes brasileiros e discutir o caso.
O post Brasil reage ao tarifaço dos EUA e inicia processo de reciprocidade; veja o que acontece agora apareceu primeiro em Diário do Pará.






