O ex-boxeador profissional Prichard Colón morreu nesta quinta-feira (13), aos 33 anos, após passar cerca de 11 anos em estado vegetativo. O pugilista sofreu uma grave lesão cerebral durante uma luta em 2015 e permaneceu 221 dias em coma antes de despertar.
Nascido em Maitland, na Flórida, nos Estados Unidos, em 1992, Prichard se mudou para Porto Rico ainda criança. Quando tinha 10 anos, o pai decidiu levar a família para a ilha para que o jovem pudesse representar o território em competições de boxe.
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A mudança marcou o início de uma trajetória promissora nos ringues.
Carreira no boxe
Durante a carreira amadora, Prichard Colón conquistou cinco títulos nacionais. Um dos principais resultados veio em 2010, quando ganhou a medalha de ouro no Campeonato Pan-Americano Juvenil, na categoria até 64 kg.
O pugilista estreou profissionalmente em fevereiro de 2013, em Porto Rico. Na primeira luta, enfrentou Xavier La Salle e venceu por nocaute ainda no primeiro round.
Naquele ano, Prichard entrou no ringue cinco vezes. Em 2014, foram mais sete combates.
Até o momento da luta que mudou sua vida, o atleta apresentava um retrospecto de 23 vitórias, sendo 13 por nocaute, e apenas uma derrota.
Luta que mudou a vida do boxeador
O acidente aconteceu em 2015, quando Prichard tinha 23 anos e apenas dois anos de carreira profissional.
Ele enfrentou Terrel Williams, em uma luta realizada no estado da Virgínia, nos Estados Unidos. O confronto sequer fazia parte inicialmente da programação do evento. A disputa foi incluída depois que outro combate precisou ser cancelado por questões médicas.
Durante a luta, Prichard recebeu golpes na parte de trás da cabeça, região onde os ataques são proibidos pelas regras do boxe.
Após os golpes, o pugilista passou a apresentar sintomas como tontura e náusea. O combate acabou sendo interrompido e ele recebeu atendimento médico antes de ser levado a um hospital.
Exames identificaram um hematoma subdural, quadro caracterizado pelo acúmulo de sangue entre o cérebro e o crânio.
Prichard precisou passar por uma cirurgia para reduzir a pressão na região. Apesar do procedimento, as lesões neurológicas provocadas pelo trauma foram graves e deixaram sequelas permanentes.
221 dias em coma
Após sofrer a lesão cerebral, o ex-boxeador permaneceu 221 dias em coma.
Quando despertou, Prichard ficou em estado vegetativo e passou os anos seguintes dependendo de cuidados contínuos.
O caso teve grande repercussão no mundo do boxe e das artes marciais. O pai do atleta, Richard Colón, tornou-se uma das principais vozes na cobrança por medidas relacionadas à segurança dos pugilistas e à atuação das entidades responsáveis pelo esporte.
Mesmo com a proibição de golpes na nuca, Terrel Williams não recebeu uma suspensão prolongada ou outra punição esportiva significativa pelo episódio.
Prichard Colón morreu aos 33 anos, mais de uma década depois da luta que encerrou precocemente uma carreira considerada promissora no boxe.






