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Alunas denunciam lista de mulheres “mais estupráveis” em universidade

Caso envolvendo estudantes da Udesc, em Balneário Camboriú, é apurado pela universidade após denúncia feita por alunas.

Uma suposta lista que classificaria estudantes como as mulheres “mais estupráveis” da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) provocou denúncia e abriu uma apuração interna no campus de Balneário Camboriú. O caso veio a público nesta quarta-feira (12), após alunas relatarem que seis estudantes homens do curso de Engenharia de Petróleo teriam elaborado o conteúdo envolvendo oito mulheres da instituição.

Segundo os relatos apresentados pelas denunciantes, os estudantes teriam atribuído classificações às oito mulheres e ainda fotografado algumas delas enquanto estudavam, sem autorização. As imagens, conforme a denúncia, também teriam sido utilizadas em ferramentas de inteligência artificial para produzir montagens nas quais as jovens apareciam usando biquínis.

Denúncia ganha gravidade

A denúncia ganhou maior gravidade após uma das estudantes que afirma estar entre as mulheres mencionadas na suposta lista registrar um Boletim de Ocorrência junto à Polícia Civil. Até a revelação do caso, não havia informações sobre eventuais indiciamentos ou responsabilizações criminais dos estudantes apontados nos relatos.

Os nomes dos seis alunos supostamente envolvidos não foram divulgados. A própria denúncia ainda está em processo de apuração, razão pela qual as acusações não podem ser tratadas como fatos definitivamente comprovados. O caso envolve estudantes adultos vinculados ao curso de Engenharia de Petróleo da universidade.

Udesc apura denúncia de uma suposta lista que classificaria oito estudantes mulheres como as “mais estupráveis” da universidade. Seis alunos de Engenharia de Petróleo são citados em relatos sobre a suposta elaboração da lista no campus de Balneário Camboriú. Foto: IA

Universidade abre apuração interna

Em nota oficial, a Reitoria da Udesc confirmou ter recebido relatos envolvendo estudantes do campus de Balneário Camboriú e informou que analisa as providências e os procedimentos administrativos que poderão ser adotados. A instituição afirmou que os encaminhamentos internos buscam esclarecer os fatos, identificar as circunstâncias do episódio e verificar eventuais responsabilidades, assegurando o devido processo aos envolvidos.

A universidade também declarou repudiar qualquer forma de violência, assédio, constrangimento, discriminação ou desrespeito, assim como situações que atentem contra a dignidade das mulheres. A Udesc acrescentou que mantém o compromisso de garantir um ambiente universitário seguro, inclusivo e respeitoso.

Uma das mulheres que afirma aparecer na suposta lista registrou Boletim de Ocorrência para denunciar o caso à Polícia Civil. Reitoria da Udesc informou que apura os relatos e afirmou repudiar violência, assédio, constrangimento e discriminação contra mulheres.

Uso de inteligência artificial na manipulação de imagens

O episódio também chama atenção pelo suposto uso de inteligência artificial para manipular fotografias obtidas sem o consentimento das estudantes. De acordo com a denúncia, as montagens teriam sido feitas a partir de registros das próprias alunas dentro do ambiente universitário.

Até o momento, a Udesc não informou publicamente se os seis estudantes apontados nos relatos foram afastados das atividades acadêmicas ou submetidos a algum tipo de medida cautelar interna. A apuração deverá definir se houve infração às normas da instituição e quais medidas poderão ser adotadas após a análise dos elementos disponíveis.

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