A Polícia Civil do Pará indiciou o árbitro Olivaldo José Alves Moraes e Fernando José de Castro Rodrigues, ex-presidente da Comissão de Arbitragem da Federação Paraense de Futebol (FPF), por suspeita de fraude em súmula do futebol paraense, segundo informação divulgada pelo perfil Vox Esporte (@voxesportebr). O indiciamento consta em relatório assinado pelo delegado Marcos André Araújo da Silva na última sexta-feira (7).
Segundo o documento, os dois foram indiciados com base no artigo 200 da Lei Geral do Esporte (Lei nº 14.597/2023), que trata da alteração de evento relacionado a uma competição esportiva.
A investigação teve como foco a partida entre Paraense e Santos, disputada em 6 de novembro de 2025, pelo Parazão. Na época, Fernando José de Castro Rodrigues era o presidente da Comissão de Arbitragem da FPF. O jogo terminou com uma confusão generalizada e uma expulsão registrada na súmula da arbitragem.
Inicialmente, a súmula apontou Gabriel de Aviz Vidal, camisa 6, como o jogador expulso após a confusão. Quatro dias depois, porém, um adendo modificou a informação registrada no documento.
Na versão alterada, o atleta indicado como expulso passou a ser Francisco Kawan da Costa Monteiro, camisa 11. Segundo a investigação policial, a mudança não teria sido uma simples correção, mas uma alteração realizada de forma deliberada.
O inquérito foi conduzido pela Polícia Civil do Pará, por meio da DPTGE/DIOE. A investigação analisou as circunstâncias da mudança na súmula e a participação dos envolvidos no episódio.
Polícia também investigou suposta coação
Durante a apuração, a Polícia Civil também analisou uma denúncia de suposta coação no curso do processo contra Fernando José de Castro Rodrigues. A acusação foi apresentada pelo advogado Emerson Maurício Correia Dias.
Neste caso, não houve indiciamento. Segundo o relatório, a investigação não reuniu elementos suficientes para comprovar a prática do crime.
Fernando José deixou cargo na FPF
Fernando José de Castro Rodrigues deixou a presidência da Comissão de Arbitragem da FPF em 21 de julho, segundo informações da própria entidade.
O indiciamento não significa condenação. A eventual responsabilidade criminal dos envolvidos ainda será analisada nas próximas etapas do caso.
Até a publicação desta matéria, a Federação Paraense de Futebol não havia se pronunciado oficialmente sobre o caso.
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