Uma mulher foi presa em flagrante por exploração sexual da própria filha, uma adolescente de 16 anos, no município de Oeiras do Pará, na Região de Integração do Marajó. Um idoso apontado como participante do esquema também foi detido. Segundo a Polícia Civil, a vítima relatou que era mantida em cárcere privado e sofria coações físicas e psicológicas da mãe para manter um relacionamento afetivo e possivelmente libidinoso com o homem, em troca de moradia e auxílio financeiro para ambas. O documento que relata a ocorrência não informa a data exata das prisões nem divulga os nomes dos dois autuados.
A adolescente contou que conseguiu escapar durante a noite ao pular o muro da residência com a ajuda de duas amigas. Depois da fuga, permaneceu escondida em uma casa abandonada e, pela manhã, procurou a mãe das amigas, que a encaminhou à Delegacia de Polícia Civil e à Sala Lilás do município.
Mãe e idoso presos em flagrante
Diante da denúncia e da natureza permanente dos crimes investigados, policiais civis seguiram para o endereço indicado com apoio da Polícia Militar, da Sala Lilás e do Conselho Tutelar. No imóvel, a mãe e o idoso foram presos em flagrante. Os agentes encontraram ainda a irmã da vítima, de 13 anos, apontada como testemunha e posteriormente ouvida pela assistência social.
As equipes também realizaram diligências para reconstruir a fuga. A casa abandonada usada como esconderijo foi localizada, inspecionada e fotografada com geolocalização. A investigação constatou ainda a existência de câmeras na residência onde as adolescentes viviam. Conforme o histórico reunido pela polícia, a mãe já teria coagido a jovem em outras ocasiões quando ela recusava as investidas do idoso. O homem também exerceria controle sobre a rotina das adolescentes e trancava o portão do imóvel com cadeado quando saía para trabalhar.
Enquadramento criminal e prisões preventivas
Segundo o enquadramento feito pela autoridade policial, o idoso foi autuado por sequestro e cárcere privado qualificado, considerando o grave sofrimento físico ou moral e a menoridade das vítimas. A mãe foi autuada por submeter ou induzir menor à exploração sexual, com agravamento decorrente da condição de ascendente.
A Polícia Civil pediu à Justiça a conversão das prisões em flagrante em preventivas, sob os argumentos de garantia da ordem pública e conveniência da instrução criminal. Também foi solicitada a quebra dos sigilos telemático e telefônico de dois celulares apreendidos. Após exames periciais, mãe e idoso permaneceram recolhidos em presídios da região, à disposição da Justiça.
*Com informações de JR. Avelar
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