Quando o meio azulino Vitor Bueno cobrou uma falta já nos acréscimos de ontem e carimbou a trave do Santos SP, o Fenômeno Azul, que lotou o Mangueirão, engoliu seco. Os torcedores pareciam sentir que ali foi a última chance azulina de chegar ao empate, o que garantiria a ida da decisão da vaga para as quartas de final da Copa do Brasil para as penalidades. Mas, nos minutos seguintes após o lance, por mais que o Leão Azul tentasse, não havia mais forças nem inspiração para chegar ao gol. Por fim, o Peixe venceu por 1 a 0 com o gol do atacante Rony, aos 28 minutos do segundo tempo, e se garantiu para continuar na disputa do torneio nacional.
Remo foca na Série A após eliminação
À equipe remista resta agora lutar no Campeonato Brasileiro da Série A, onde ocupa a 19ª e penúltima posição, na zona do rebaixamento, com uma campanha errática. A salvação da temporada está injustamente fugir das quatro últimas colocações e se manter na elite do futebol nacional ao fim do ano. Passada a Copa do Brasil, neste sábado, dia 8, o time paraense já volta a campo quando mais uma vez, dessa vez contra o Atlético-MG, às 18h30, novamente no Mangueirão, precisando urgentemente de três pontos.
Reforços e dúvidas para o próximo jogo
Para essa partida, o técnico Léo Condé poderá contar mais uma vez com o volante Patrick, o meia David Braga e o atacante Gabriel Poveda, que não puderam atuar pelo Remo na Copa do Brasil. O primeiro por ter contrato com o Santos e os outros dois por já terem defendido outros clubes na competição. A dúvida é quanto ao zagueiro Duplexe Tchamba, que não joga desde o retorno do futebol brasileiro após o recesso para a Copa do Mundo e ainda não foi liberado pelo departamento médico.
Análise da partida e lance decisivo
Ontem, os mais de 40 mil torcedores que foram ao estádio estadual viram o seu time correr, lutar e tentar até o fim manter-se vivo na disputa. Mas, viram também o Remo repetir os mesmos erros na maioria dos últimos jogos, sem poder ofensivo, sem força, inclusive apresentando um desgaste físico muito grande. Foram poucas chances de ambos os lados. Mas no fim, coube ao atacante Neymar, que quase não vem a Belém por conta de compromissos pessoais, visivelmente totalmente fora de forma, lutando contra o peso da idade, fazer uma jogada individual para deixar o paraense Rony, filho das categorias de base do próprio Leão Azul, completar de dentro da área e marcar o gol da vitória.
Expulsão – Além do gol, outro lance foi decisivo parao andamento da partida. Aos 27 minutos do primeiro tempo, o árbitro Anderson Daronco foi ao VAR para revisar o cartão amarelo que havia dado ao zagueiro e capitão remista Marllon. O cartão foi alterado para o vermelho e o Remo passou a jogar com um homem a menos, o que deixou a missão mais complicada ainda. Com um a mais, os visitantes melhoraram, mas não conseguiram transformar a superioridade numérica em mais gols.
Os azulinos comentaram o lance decisivo. “A expulsão complicou a gente, mas agora é se fechar, correr dobrado pelo Marllon, nosso capitão, tentar sair no contra-ataque para achar o gol. Agora é ter inteligência”, disse o volante Zé Ricardo, ainda no intervalo de jogo. “Não costumo falar de arbitragem, mas é lance de interpretação, pois ele está dentro de campo, aí vem o VAR fora interferir, mas deixo isso para a direção”, completou o lateral-direito Marcelinho, que lamentou também as poucas chances criadas. “Começamos o jogo muito bem. Tivemos chance com Manga, mas não concluímos. Estávamos controlando o jogo até a expulsão. Com menos um é complicado. Nos descuidamos e tomamos o gol. Agradecer a torcida que veio em peso”.
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