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Vice do Remo protesta contra arbitragem: “Um absurdo mais uma vez”

O Clube do Remo encerrou sua participação na Copa do Brasil na noite desta terça-feira (4) ao ser derrotado pelo Santos por 1 a 0, em partida válida pelas oitavas de final da competição. O confronto, realizado no Mangueirão, foi decidido com um gol do atacante Rony, que aproveitou um cruzamento rasteiro de Neymar para marcar contra o seu ex-clube. Apesar da festa da torcida, o resultado foi ofuscado por uma forte indignação da diretoria azulina com as decisões da arbitragem que impactaram na partida.

O momento mais controverso da partida ocorreu aos 27 minutos do primeiro tempo, quando o zagueiro Marllon foi expulso após uma disputa de bola com o atacante Caballero. Inicialmente, o árbitro Anderson Daronco aplicou apenas o cartão amarelo, mas mudou sua decisão para o cartão vermelho direto após ser acionado pelo árbitro de vídeo (VAR) para revisar o lance no monitor. A expulsão forçou o Remo a jogar com um atleta a menos durante a maior parte do duelo, o que, na visão do clube, foi o fator determinante para a derrota e a consequente eliminação.

Após a partida, o vice-presidente do Remo, Glauber Gonçalves, fez um pronunciamento duro contra a decisão da arbitragem, afirmando que a revisão do lance não deveria ter ocorrido e que isso foi o ponto chave para a derrota azulina. 

“Hoje, mais uma vez, vimos um grande absurdo. O VAR e o árbitro acabaram com o jogo. O Remo foi mais uma vez prejudicado. O VAR não deveria interferir na expulsão. Esse VAR foi o que fez a partida entre Vitória e Palmeiras, e lá todos vimos o que aconteceu”. “Mais uma vez a arbitragem prejudica os times do Norte e Nordeste, isso prevalece novamente. É um absurdo o que acontece”.

“Temos que profissionalizar a arbitragem. Só analisar e ver o que aconteceu. A expulsão foi o que prejudicou o clube e tivemos a derrota. Novamente, o VAR e o árbitro prejudicaram o Clube do Remo”, concluiu o vice presidente.

No seu pronunciamento, Glauber fez citações ao jogo entre Vitória e Palmeiras pelo Campeonato Brasileiro, quando o time baiano protestou contra a não expulsão do meia Maurício, do Palmeiras, que recebeu apenas amarelo por uma cotovelada no zagueiro Cacá, sem que o VAR interferisse. Posteriormente, o mesmo Cacá foi expulso após revisão do VAR, e o lateral Luan Cândido também recebeu o vermelho por protestar contra a arbitragem. Para os dirigentes nortistas, a tecnologia tem sido utilizada de forma inconsistente, prejudicando sistematicamente clubes de fora do eixo Sul-Sudeste.

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