Na avaliação do técnico Léo Condé, o empate na Vila Belmiro foi consequência, sobretudo, da organização coletiva e do comprometimento dos atletas azulinos. O treinador destacou as oportunidades criadas pelo Clube do Remo ao longo dos 90 minutos, citando momentos com Jajá, Zé Welison e Yago Pikachu. Mas, também pontuou que, com maior precisão e objetividade, o Leão Azul poderia ter aproveitado melhor os espaços cedidos pelo adversário.
Condé ressaltou que, em diversos momentos do primeiro tempo, principalmente, o time conseguiu manter a posse de bola e trocar passes com qualidade, neutralizando a pressão do Santos.
Análise do empate e desgaste físico
O técnico valorizou o resultado no contexto vivenciado pelo elenco nas últimas semanas, marcado por viagens longas, desgastantes e um intervalo insuficiente para recuperação. Ele recordou a sequência intensa de confrontos contra o Vitória-BA e o Mirassol-SP, reforçando que o calendário tem exigido um esforço elevado de todas as equipes da Série A, cenário agravado para o Remo devido às grandes distâncias e ao tempo reduzido para treinamentos e recomposição física.
ESTRATÉGIA CERTA
“O Santos tem jogadores já consagrados no futebol nacional e mundial. A gente conseguiu suportar. Naturalmente, eles criaram boas situações de gol, mas nós também tivemos as nossas. Conseguimos trabalhar bem a bola. No início do segundo tempo, já imaginávamos que eles iriam pressionar bastante nossa saída. Tivemos dificuldade nesses primeiros 10, 15 minutos, mas depois o jogo voltou a se equilibrar”.
DESGASTE FÍSICO
“Foi uma semana que começou no jogo contra o Vitória-BA, depois tivemos uma viagem difícil para Mirassol (SP) e, na sequência, já fizemos o deslocamento para Santos (SP). Tudo fica mais complexo. Era um jogo em que precisávamos estar com a cabeça boa. Tivemos um equilíbrio grande dentro da partida, e esses fatores foram fundamentais para conseguir segurar o empate e levar a decisão para Belém”.
Dignidade e ajustes táticos
HOMEM DE CRIAÇÃO
“Apesar de ser volante, o Zé Ricardo exerce a função de terceiro homem do meio, mais próximo dos três atacantes. Ele tem liberdade para se aproximar e também é muito agressivo na marcação da saída de bola”.
DIGNIDADE E EQUILÍBRIO
“O futebol tem várias fases. Na parte defensiva, fomos muito bem nesses últimos jogos. No aspecto ofensivo, alternamos momentos bons e outros nem tanto, mas a transição é uma das grandes virtudes da nossa equipe. Às vezes vamos ganhar, às vezes perder ou empatar. O importante é que o Remo está jogando com dignidade e equilibrando esses confrontos”.
BOLA PARADA
“A gente teve um pouco de dificuldade no início do trabalho, fizemos ajustes e ficamos um bom tempo sem sofrer gols de bola parada. Mas tivemos problemas novamente contra o Mirassol e hoje o Santos teve duas possibilidades claras. Isso causa um pouco de desconforto no posicionamento, mas vamos tentar ajustar no tempo que teremos até o próximo jogo”.
VÁLVULA DE ESCAPE
“A gente sabia que o Jajá seria muito importante. O lado direito do Santos é muito forte, com a passagem dos laterais, e ele conseguiu fazer boas escapadas e também ajudou muito defensivamente”.
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