Um achado macabro mobilizou as forças de segurança do Pará no início da tarde de terça-feira, 28. A Polícia Militar, a Polícia Civil, a Polícia Científica do Pará e o Instituto Médico Legal Renato Chaves enviaram equipes até a comunidade Olga Benário, no bairro das Águas Lindas, em Ananindeua.
O crime ocorreu na rua 9 de junho, entre a 13ª e a 14ª travessas, uma área conhecida historicamente como o lixão do Aurá. As informações são do repórter J R Avelar.
Por volta das 12h50, o Centro Integrado de Operações (Ciop) recebeu uma chamada anônima. A denúncia alertava sobre um cadáver com sinais de violência abandonado na pista. Imediatamente, uma viatura do 30º Batalhão da Polícia Militar, sob o comando do cabo Carvalho, deslocou-se para a área. Os policiais isolaram o perímetro para preservar as evidências.
Corpo encontrado com sinais de tortura
No local, os agentes confirmaram o horror. A vítima, um homem ainda sem identificação, apresentava múltiplos golpes de terçado na cabeça. Além disso, o corpo tinha braços e pernas amarrados e graves marcas de tortura. Os criminosos enrolaram a vítima em lençóis e esconderam o cadáver sob pedaços de papelão.
Moradores da área acompanharam o trabalho policial, mas afirmaram que ninguém conhecia o homem. Por causa disso, a comunidade suspeita que o local serviu apenas para a desova do corpo.
Investigação aponta para execução e desova
Os investigadores trabalham com a hipótese de que o assassinato aconteceu em outro ponto da região metropolitana. Em seguida, os suspeitos transportaram o cadáver em um veículo ou em um carrinho de mão. Dessa forma, eles abandonaram o corpo durante a madrugada sem levantar suspeitas.
Além disso, a violência do ataque indica uma possível execução ligada ao tribunal do crime. Grupos de faccionados mantêm presença na região e utilizam esses métodos para intimidar rivais e moradores. Por fim, as equipes da Divisão de Homicídios e da perícia criminal recolheram o corpo e iniciaram as investigações para identificar a vítima e localizar os assassinos.
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