Os dois gols sofridos pelo Clube do Remo na derrota por 2 a 1 para o Mirassol, na noite da última quarta-feira (29), pela 21ª rodada da Série A do Brasileirão, voltaram a acender uma discussão sobre um fundamento específico do goleiro Marcelo Rangel: a participação nas bolas aéreas.
No primeiro lance, a cobrança de escanteio tinham ao menos três jogadores na frente e ainda desviou em Marllon antes de entrar. Já no segundo, João Victor apareceu livre na entrada da pequena área para cabecear, situação que gerou questionamentos sobre uma possível saída do goleiro.
Os números do Brasileirão ajudam a contextualizar esse debate. Segundo o Sofascore, Marcelo Rangel acumula apenas cinco saídas do gol em toda a competição, estatística que contabiliza as vezes em que o goleiro deixa a pequena área para interceptar cruzamentos, afastar bolas alçadas ou antecipar os atacantes.
O sistema diferencia quando o goleiro consegue o objetivo (socar ou segurar a bola com segurança) de quando ele calcula mal a trajetória, o que pode gerar uma situação de risco para o próprio gol.
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O levantamento coloca o goleiro remista na parte inferior do ranking entre os titulares da Série A. Enquanto nomes como Léo Vieira (12), Everson (10), Gabriel Brazão (10), Tiago Volpi (9) e Léo Jardim (9) aparecem entre os líderes, Rangel divide a marca de cinco intervenções com Agustín Rossi, do Flamengo.
Apesar disso, a estatística, isoladamente, não determina a qualidade do fundamento. O número também é influenciado pelo volume de cruzamentos sofridos, pelo comportamento da defesa e pela estratégia adotada pela equipe para proteger a área.
Segurança na linha segue como diferencial
Se por um lado a participação nas bolas aéreas gera debate, por outro Marcelo Rangel continua sendo o principal destaque do Filho da Glória e do Triunfo quando o assunto é defender finalizações. Ao todo, ele lidera o campeonato com 76 defesas, oito a mais que Léo Vieira, do Bahia.
Contra o Mirassol, por exemplo, foi o segundo jogador de maior nota da equipe no Sofascore, recebendo 7,5. O goleiro realizou três defesas, sendo uma delas dentro da área, além de evitar que o placar fosse ainda mais elástico em outros momentos da partida.
Os dados mostram que o principal ponto de discussão não está nas defesas embaixo das traves, mas na postura em cruzamentos e cobranças de escanteio, justamente o fundamento que voltou aos holofotes após os dois gols sofridos no interior paulista.
📊 Rangel nas bolas aéreas
- 🧤 Saídas do gol na Série A: 5
- ⚽ Ranking entre goleiros: 14º
- ⭐ Nota contra o Mirassol: 7,5
- 🛡️ Defesas na partida: 3
- 🎯 Defesas dentro da área: 1
- 👊 Socos: 0
- 📤 Bolas aéreas afastadas: 0
Com o Remo brigando ponto a ponto para deixar a zona de rebaixamento, qualquer detalhe passa a ser decisivo. Se o sistema defensivo mostrou evolução em outros momentos da temporada, as jogadas de bola parada voltaram a custar caro e recolocaram em evidência um aspecto específico do jogo de Marcelo Rangel que deve continuar sendo observado nas próximas rodadas.
Confira o ranking das saídas dos goleiros
- 1º: Léo Vieira (Bahia) – 12
- 2º: Ronaldo (Bahia) – 10
- 3º: Everson (Atlético Mineiro) – 10
- 4º: Gabriel Brazão (Santos) – 10
- 5º: Tiago Volpi (Red Bull Bragantino) – 9
- 6º: Pedro Rangel (Coritiba) – 9
- 7º: Léo Jardim (Vasco) – 9
- 8º: Hugo Souza (Corinthians) – 8
- 9º: Carlos Miguel (Palmeiras) – 7
- 10º: Rafael (São Paulo) – 7
- 11º: Neto (Botafogo) – 7
- 12º: Sergio Rochet (Internacional) – 6
- 13º: Walter (Mirassol) – 6
- 14º: Marcelo Rangel (Remo) – 5
- 15º: Agustín Rossi (Flamengo) – 5
- 16º: Fábio (Fluminense) – 4
- 17º: Weverton (Grêmio) – 3
- 18º: Lucas Arcanjo (Vitória) – 3
- 19º: Santos (Athletico Paranaense) – 3
- 20º: Matheus Cunha (Internacional) – 1






