Uma carta apresentada como psicografada e atribuída a Gugu Liberato voltou a repercutir ao reunir relatos sobre a morte, arrependimentos pessoais e as disputas familiares relacionadas à herança do apresentador. O material teria sido recebido pelo médium Evandro Melo e levado ao público pelo Canal Espírita, administrado por Luiz Fernando Amaral. Não há, porém, comprovação independente de que o conteúdo tenha sido produzido pelo comunicador.
Na mensagem, Gugu supostamente descreve os instantes posteriores ao acidente e a dificuldade de compreender a própria morte. “Chegar aqui foi muito intenso e frio”, afirma um dos trechos atribuídos a ele. O texto acrescenta que, ao observar o corpo imóvel, o apresentador teria enfrentado um período de confusão antes de despertar no que chamou de hospital espiritual.
Reflexões sobre a vida pública e familiar
A suposta psicografia também apresenta reflexões sobre a vida pública e familiar. Gugu teria lamentado ter deixado questões pessoais de lado, demonstrado desejo de viver seus afetos sem medo de julgamentos e reconhecido que poderia ter sido mais presente na vida dos três filhos, João Augusto, Marina e Sofia.
Outro ponto destacado é a preocupação com a memória construída durante décadas na televisão. A mensagem atribuída ao apresentador relaciona essa inquietação aos conflitos familiares que ganharam visibilidade depois de sua morte. “Não esperava que tudo o que conquistei iria causar tantos entraves”, diz o texto ao tratar da divisão do patrimônio.
Morte em 2019 aos 60 anos
Gugu Liberato morreu aos 60 anos, em 22 de novembro de 2019, em Orlando, nos Estados Unidos. O apresentador sofreu um acidente doméstico ao tentar verificar o aparelho de ar-condicionado no sótão de sua residência. Ele pisou em uma estrutura de gesso que não suportou seu peso, caiu de aproximadamente quatro metros e sofreu grave traumatismo craniano. A morte encefálica foi confirmada após a internação.
A divulgação provocou comoção entre admiradores e também questionamentos sobre a autenticidade do documento. Para seguidores do espiritismo, a psicografia pode representar uma comunicação após a morte. Para os céticos, o conteúdo não pode ser tratado como declaração comprovada de Gugu. Assim, as revelações devem ser apresentadas como alegações contidas em uma mensagem atribuída ao comunicador, e não como fatos confirmados.
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