Um tributo às grandes vozes femininas da música brasileira reúne Assucena e Catto pela primeira vez no Pará. O espetáculo “Assucena e Catto” ocupa a Caixa Cultural Belém de 30 de julho a 2 de agosto, com cinco apresentações dedicadas a clássicos de Gal Costa, Rita Lee, Maria Bethânia, Marina Lima e Alcione, além de canções autorais.
A temporada também terá bate-papo com o público, atividade formativa gratuita e uma sessão com tradução em Libras. O projeto une duas artistas trans reconhecidas na nova geração da música brasileira e amplia o protagonismo de mulheres, pessoas trans e da comunidade LGBTQIAP+ na cena cultural.
“Nós somos cantautoras, compositoras e intérpretes. Esse lugar da intérprete sempre foi muito importante”, afirma Assucena. A cantora diz admirar a voz, o canto e as escolhas de registro de Catto, de quem afirma aprender durante o processo artístico.
Catto destaca que o repertório foi pensado como uma experiência compartilhada com a plateia. “São canções que celebram esse encontro. Músicas do nosso inconsciente coletivo, das nossas divas”, afirma. A artista espera que o público ria, se emocione e leve consigo parte da experiência construída no palco.
Programação e debates sobre identidade
Após a sessão de sexta-feira, 31 de julho, as artistas participarão de um bate-papo. No domingo, 2 de agosto, será realizada a atividade “Vozes em Trânsito – Música, Identidade e Expressão”, com debates sobre criação, identidade, representatividade e os desafios enfrentados por artistas trans.
Circulação nacional e reencontro com Belém
A passagem por Belém integra a circulação nacional do espetáculo, que teve sessões esgotadas em Fortaleza, em março de 2026. Depois da capital paraense, a turnê seguirá para Salvador, em dezembro, e passará por Brasília, Curitiba e Recife em 2027.
Assucena afirma que a temporada representa um reencontro com Belém, cidade visitada anteriormente, inclusive durante o Círio de Nazaré. “Amo a cultura de Belém, amo a música, amo a culinária. Estou voltando para uma terceira vez de redescobertas”, diz.
Catto também ressalta a força cultural paraense e cita Fafá de Belém, Manoel Cordeiro, Felipe Cordeiro, Arthur Nogueira, Sammliz e Jaloo entre os artistas que admira. “O Pará tem uma força, uma beleza e uma manifestação cultural muito singular”, afirma.
Trajetória das artistas
Assucena ganhou projeção nacional com a banda As Bahias e a Cozinha Mineira e segue em carreira solo desde 2021. Catto acumula mais de 15 anos de trajetória como cantora, compositora e produtora, com apresentações no Brasil e no exterior.
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