O Clube do Remo apresentou três reforços desde o início da atual janela de transferências: os zagueiros Zé Ivaldo e Matheus Felipe, além do volante Edson Fernando. Em entrevista ao canal RS Live Sports, o presidente Antônio Carlos Teixeira, o Tonhão, explicou por que o clube tem encontrado dificuldades para buscar novos nomes no mercado.
Segundo o dirigente, as contratações partem de uma necessidade identificada pela comissão técnica. A partir disso, o departamento de análise busca atletas com características específicas para atender ao que foi solicitado pelo treinador.
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“Não trazemos jogador por trazer. O treinador é quem escala jogador, é ele quem sabe a carência que existe no plantel. Normalmente, é esse profissional que estabelece a posição que o Remo precisa contratar. Mediante a isso, a gente encaminha para o departamento de análise, que vai atrás das características desses jogadores que o treinador quer. Não vamos trazer jogador para chegar aqui e ser mais um. Tem que fazer uma diferença”, contou.
Mercado inflacionado
Tonhão também explicou que o Remo enfrenta dificuldades para tirar jogadores de clubes que vivem bons momentos ou que enxergam o clube paraense como uma equipe com grande capacidade financeira.
O dirigente afirmou que, em alguns casos, mesmo com propostas consideradas vantajosas, as negociações não avançaram por questões financeiras ou pela vontade dos próprios atletas de não virem para Belém.
“Bons jogadores estão empregados e, para tirar, tem que gastar um pouco mais. Quando você demonstra interesse em um jogador, o time que tem o passe desse jogador estabelece um preço muito maior, até porque todo mundo pensa que o Remo é o rico, que está cheio de dinheiro. E não existe isso”, comentou.
Remo segue atento ao mercado
Apesar das dificuldades, o dirigente revelou que o clube ainda busca reforços para duas posições apontadas como carências por Léo Condé. A intenção é encontrar atletas capazes de elevar o nível do elenco sem comprometer o planejamento financeiro. Além disso, a vontade do jogador é considerada fundamental para que uma negociação seja concluída.
“Acima de tudo, o jogador tem que querer vir, entender o projeto, querer vir para participar e colaborar na execução desse projeto. Mas a gente está de olho no mercado. Tem duas posições que fazem parte da nossa carência, foram apontadas pelo nosso treinador, e estamos buscando jogadores para essas posições”, explicou.
O dirigente ainda reforçou que o Remo precisa equilibrar a busca por reforços com a realidade financeira do clube. Para Tonhão, o ambiente interno também pesa na escolha de novos atletas.
“Se aparecer uma oportunidade de mercado, um jogador que venha qualificar o plantel, nós estamos aí. Logicamente, temos que fazer tudo isso dentro de uma responsabilidade orçamentária e financeira. Temos que olhar para esse lado também. Outra coisa: temos um plantel fechado e comprometido, e isso é importantíssimo. O jogador que vem tem que somar, imbuído dos melhores propósitos, para se enquadrar na filosofia do clube”, finalizou.
Confira a entrevista completa:






