A primeira edição do “Fest Belém — A Capital Mundial do Brega” ocorre neste domingo (26), a partir das 18h, no Complexo do Ver-o-rio, em Belém, como uma celebração ao ritmo marcante do Pará.
O evento, idealizado pelo músico Kim Marques e pela produtora cultural Ciane de Moraes, reúne mais de 30 artistas do gênero, com representantes de décadas distintas, dos anos 1980 até o cenário mais recente.
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A entrada é franca, e o festival também serve como base para a produção de um audiovisual e de um documentário sobre a importância do brega como patrimônio cultural paraense.
O festival nasce de uma convicção compartilhada por Kim Marques e Ciane de Moraes: artistas do brega precisam de visibilidade e valorização. Por isso, os dois idealizadores criaram um projeto que vai além dos shows.
“Queremos mostrar a história deste segmento tão importante da nossa cultura paraense”, afirmou Ciane. Ela acrescentou que é por meio de iniciativas como essa que a valorização real do gênero se torna possível.
Belém, sede oficial do brega no mundo
Em 2025, Belém do Pará recebeu o reconhecimento oficial de Capital Mundial do Brega. O título foi concedido pela ONU Turismo, em reconhecimento à força identitária e emocional de um gênero musical nascido nas ruas do Norte do Brasil.
O Fest Belém surge, portanto, como resposta cultural a esse reconhecimento. Além disso, o festival reforça o compromisso da cidade com a preservação e a projeção do brega em escala nacional e internacional.
O evento não se limita a shows musicais. Ele inclui também:
- Oficinas;
- Palestras;
- Exposições sobre a história do brega paraense;
- Performances artísticas;
- Produções audiovisuais;
- Gravação de documentário.
Essa diversidade de atividades reflete o objetivo central do festival, que é democratizar o acesso à cultura.
Além disso, a programação prevê iniciativas de inclusão social, acessibilidade para pessoas com deficiência e compromisso ambiental.
Impacto além do palco
O Fest Belém tem metas concretas para além da celebração musical. O festival busca consolidar Belém como polo cultural e turístico do brega.
Ademais, pretende estimular a descoberta de novos talentos e gerar impacto socioeconômico positivo na região.
“Juntar toda essa galera em um audiovisual e documentário é maravilhoso. Só nesta primeira edição, serão 30 artistas. O nosso coração está muito feliz com isso”, resumiu Ciane de Moraes.
O festival se vê também como um ato de resistência cultural, além de uma declaração de que o brega nunca deixou de ser grande.






