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Férias sem estresse: Como não deixar o mau atendimento estragar seu roteiro

Porto Seguro, Bahia. Foto: Divulgação

Imagina planejar sua viagem, reservar hotel, passagem aérea, ingressos de eventos e atrações, traçar todo aquele roteiro prazeroso que te faz entrar no clima do “portas em automático” bem antes do dia do embarque, mas ao chegar ao seu destino vivenciar experiências desagradáveis proporcionadas por quem deveria te receber com um sorriso no rosto? Quem nunca passou por isso que atire a primeira pedra! 

Por isso, a seguir eu te mostro alguns lugares turísticos que merecem atenção redobrada para não passar aborrecimento em uma programação feita para relaxar e se divertir. 

Porto Seguro e os motoristas: “Você vai pra onde?”

Se tu vais pra Porto Seguro, na Bahia, saiba que os motoristas de táxis e aplicativos não curtem nada se a sua hospedagem for no centro da cidade.

A preferência é transportar quem chega para os resorts afastados do centro e do aeroporto, localizados em distritos distantes, como Arraial D’Ajuda e a badalada Trancoso.

A “cara amarrada” e a hostilidade com comentários como “é mole!” não combinam em nada com a vibe da bela cidade. 

Rio de Janeiro: grosseria na quadra da escola de samba

Lembro de uma viagem que fiz ao Rio de Janeiro (RJ) e fui com meu irmão ao ensaio do Salgueiro, na quadra da escola de samba.

A satisfação de ver Viviane Araújo de perto e curtir a energia dos brincantes da escola foi quebrada no momento em que fui inventar de comprar uma camisa da ‘vermelha e branca’ na lojinha da quadra. A grosseria gratuita da atendente desanimava qualquer cliente em busca de um artigo à venda.  

Porto de Galinhas: os barraqueiros que fazem “barraco”

E quem não lembra do que aconteceu em dezembro do ano passado em Porto de Galinhas? Dois turistas foram covardemente agredidos por questionarem uma cobrança abusiva de barraqueiros na praia? 

Manaus: o eterno ranço com os paraenses

Tem ainda a eterna rivalidade de pessoas de Manaus para com Belém. Em um café da manhã no hotel da bela capital amazonense, tive que engolir a conversa de um manauara com um turista inglês. O gringo queria saber se ele estava comendo Castanha-do-Pará.

A resposta veio em forma de “palestrinha”: “Do Pará, não! Do Brasil! E você sabia que blá blá blá…”.

A provocação, aliás, não para na culinária. Para nós, paraenses, Manaus costuma ser um dos destinos mais desafiadores nesse sentido. As piadinhas no estilo ‘brasileiro tirando onda com português’ aparecem a todo instante. É preciso ter muita paz de espírito para não entrar nessa pilha e estragar o dia.

Miami e o mau humor no aeroporto

E a América do Norte? Bom, a terra do tio Sam merece um capítulo à parte. Se já corremos o risco de passar por hostilidades em destinos nacionais, imagine nos Estados Unidos, onde o acolhimento com turistas latinos nem sempre é dos mais calorosos.

Um dos episódios mais desagradáveis que passei foi no Aeroporto Internacional de Miami, no guichê da American Airlines. Por lá, o autoatendimento é a regra. Se você não souber emitir as etiquetas de bagagem e despachá-las por conta própria, pode ter certeza de que será auxiliado por uma atendente que parece ter chupado limão no café da manhã, de tanto ranço ao te atender.

Mas, o objetivo desse texto não é te desanimar a desbravar novos lugares, mas apenas fazer com que você reflita sobre esse tipo de situação, ainda tão comum mundo afora, e já ter uma carta na manga para não perder sua paz interior, nem estragar suas férias. Nem que essa carta seja respirar fundo e contar até 10! 

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