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A Odisseia: 9 curiosidades dos bastidores da produção de Christopher Nolan

A Odisseia é a adaptação do clássico de Homero dirigida por Christopher Nolan. Foto: Divulgação.

A Odisseia voltou aos holofotes na última semana com a produção adaptada de Christopher Nolan, que chegou aos cinemas brasileiros em 16 de julho com 97% de aprovação no Rotten Tomatoes. Inspirado no poema épico atribuído a Homero, escrito há quase três mil anos, o longa leva às telas a jornada de Ulisses em sua tentativa de retornar ao reino de Ítaca após a Guerra de Troia.

A produção grandiosa custou 250 milhões de dólares, o maior valor já gasto por Nolan em um único filme, e também conta com um elenco de peso, incluindo Matt Damon (Ulisses), Anne Hathaway (Penélope), Tom Holland (Telêmaco), Zendaya (Atena), entre muitos outros nomes que possuem destaque em Hollywood.

As filmagens passaram por diversos países, como Marrocos, Grécia, Itália, Islândia e Escócia, os quais deram a imersão necessária para o espectador e transformou o longa em uma das adaptações mais faz jus à obra original. Quer saber mais sobre os bastidores do filme? Confira a seguir mais nove curiosidades acerca do novo épico de Christopher Nolan.

‘A Odisseia’ foi gravada inteiramente em IMAX

A Odisseia é o primeiro longa-metragem da história a ser totalmente filmado em câmeras de filme IMAX 70 mm. O diretor é conhecido por ser um entusiasta da tecnologia IMAX no cinema, utilizando-a pela primeira vez em Batman: O Cavaleiro das Trevas (2008). Para este filme, Nolan usou câmeras IMAX em filme 70 mm mais leves e 30% mais silenciosas do que o padrão anterior, que foram produzidas a partir de um pedido do próprio diretor.

A escolha, porém, gerou opiniões diversas nas redes sociais, porque o filme está disponível no formato original apenas em cinemas que possuem a tecnologia IMAX utilizada por Nolan. A questão é que só existem 41 cinemas em todo o mundo com essa tecnologia, fazendo com que grande parte dos espectadores não tenham a experiência completa ao assistir o longa.

Anne Hathaway precisou aprender tecelagem

Anne Hathaway interpreta a personagem Penélope, esposa de Odisseu ou Ulisses (Matt Damon), que espera o marido voltar para casa por anos após o fim da Guerra de Troia. A atriz precisou aprender tecelagem para que ela pudesse retratar de forma convincente a famosa técnica da personagem no filme.

Para isso, ela passou semanas aprendendo com um especialista no norte da Califórnia que a ensinou a trabalhar com teares de estilo antigo, passando de um simples tear inicial para um muito maior.

Ciclope que aparece no filme é um boneco real

Para transformar Polifemo, filho de Poseídon, em uma presença assustadora diante das câmeras, Christopher Nolan decidiu que o ciclope precisava existir fisicamente no set de gravação. A partir disso, a equipe de produção construiu uma estrutura de aproximadamente 18 metros para representar a criatura que Odisseu enfrenta ao lado de seus homens.

O boneco foi necessário para criar sombras reais na caverna, as quais davam aos atores uma referência concreta do tamanho, distância e movimento. Posteriormente, ele foi animado, se transformando na forma que se vê no filme.

Cena dos porcos de Circe não foi feita com CGI

A cena em que Circe, a mulher feiticeira que aparece no filme, transforma os homens de Odisseu em porcos não foi feita com CGI (Computer-Generated Imagery). Na verdade, durante as gravações, foram usados bonecos reais para dar mais realismo às cenas.

A atriz Samantha Morton realmente estava moldando os rostos distorcidos e assustadoramente realistas. A escolha de Nolan acabou se tornando essencial para causar mais desconforto nos espectadores.

O filme teve mais de 5 mil figurinos produzidos

O número total de figurinos desenhados e produzidos para A Odisseia foi de 5.300, criados por uma equipe que, em seu auge, incluiu mais de 500 pessoas trabalhando em Los Angeles, Marrocos, Itália, Grécia, Islândia, Escócia, Espanha, Inglaterra, Nova York e Nova Zelândia.

Cachorro Argos faz parte de uma raça rara

O cachorro que interpreta Argos, companheiro fiel de Odisseu, é um podengo português, raça em que há apenas 75 animais em todo o mundo.

Trilha musical grega foi uma escolha de Nolan

Christopher Nolan queria uma trilha sonora distinta para o filme que não tivesse orquestra, algo que já se tornou assinatura nos filmes do dirigidos por ele. Então, o compositor Ludwig Göransson desenvolveu a trilha sonora em torno de instrumentos gregos (gongos de bronze, lira e flauta aulos).

Cenas do submundo foram gravadas durante o fenômeno sol da meia-noite

As cenas do submundo foram filmadas na Islândia em junho, durante a misteriosa luz do sol da meia-noite, durante todo o dia, em terreno desolado sob condições ventosas e chuvosas. Nolan escolheu especificamente a Islândia para representar o Hades porque sua paisagem fria e remota parecia o mais distante possível da casa mediterrânea de Odisseu.

Iluminação em Troia não eram chamas de verdade

Para iluminar a enorme sequência noturna de Tróia de forma autêntica sem usar fogo real, o diretor de fotografia Hoyte van Hoytema e sua equipe inventaram dispositivos que eles chamaram de “piraedros”, placas de circuito em forma de triângulo cravejadas com arranjos hexagonais de células de LED que emitiam luz imitando a cor e o movimento do fogo. Milhares deles foram fabricados e enviados para o set.

*Com informações do site Cinema Guiado

  • Estagiária sob supervisão de Clayton Matos

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