A falsificação de medicamentos levou à prisão em flagrante de duas mulheres apontadas como sogra e nora, no último sábado (18) em Marabá, no sudeste do Pará. Patrícia Angélica Leite Duarte e Victoria Raynna Silva Marinho foram detidas durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão em um imóvel na Rua Pedro Marinho, no Núcleo Cidade Nova, sob suspeita de comercializar tirzepatida de origem irregular, apresentada como alternativa ao Mounjaro.
A operação foi divulgada pela Polícia Civil na terça-feira (21). No endereço, os agentes encontraram caixas identificadas como Tirzendral 15, TG 15 e Tirzec 15, produtos que teriam a tirzepatida como princípio ativo. Segundo as informações policiais, essas marcas não possuem regularização sanitária no Brasil. A substância é utilizada no tratamento do diabetes tipo 2 e também tem sido procurada para emagrecimento.
Produtos sem procedência não têm garantia
O Mounjaro, produzido pela farmacêutica Eli Lilly, é a única tirzepatida aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária no país. Produtos de procedência desconhecida não oferecem garantia sobre composição, qualidade, armazenamento ou dosagem e não devem ser utilizados. A Anvisa também determinou, em 10 de julho, a apreensão de quatro lotes falsificados do medicamento após identificar divergências em relação ao produto original.
Também foram apreendidos frascos de Glow GHK-Cu, peptídeo associado a estudos sobre regeneração da pele e cicatrização. A versão injetável encontrada não tem autorização para uso humano no Brasil. A polícia recolheu ainda seringas, agulhas, lenços com álcool, adesivos, embalagens, sacolas para entrega, três máquinas de cartão e dois aparelhos celulares.
Moedas estrangeiras apreendidas no imóvel
Valores em moedas estrangeiras também estavam no imóvel, entre eles pesos argentinos, colombianos e uruguaios, além de libras esterlinas. A origem do dinheiro e a eventual relação com a atividade investigada ainda serão apuradas.
As equipes seguiram para um segundo endereço, na Rua João Pessoa, mas constataram que o imóvel era ocupado por pessoas sem ligação com a investigação. Nenhum material foi apreendido nesse local.
A ação reuniu policiais da Unidade Integrada de Polícia de São Félix, com apoio da Delegacia da Cidade Nova e da Seccional Urbana de Marabá. A ordem judicial foi expedida em uma representação cautelar mantida sob sigilo.
Patrícia e Victoria foram conduzidas à delegacia e autuadas em flagrante pelo artigo 273 do Código Penal, que trata da falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produtos destinados a fins terapêuticos ou medicinais. Depois dos procedimentos, ambas foram encaminhadas para audiência de custódia.
*Com informações do Portal Debate Carajás
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