A reação inesperada de Noah Gabriel da Cruz Santos, de apenas um mês, surpreendeu familiares e profissionais depois que o bebê foi declarado morto na Santa Casa de Rio Claro, no interior de São Paulo. Cerca de duas horas após a constatação do óbito, funcionários da funerária perceberam movimentos e sinais de respiração quando se preparavam para transportar o corpo para o velório. O recém-nascido foi imediatamente reavaliado e readmitido na UTI Neonatal.
Noah nasceu em 15 de junho de 2026 e permaneceu internado desde o parto porque apresentava um quadro que exigia cirurgia em uma unidade especializada. Em 15 de julho, justamente no dia em que completou um mês, sofreu uma parada cardiorrespiratória. A Santa Casa informou que a equipe realizou manobras de reanimação por aproximadamente 45 minutos, seguindo protocolos da Sociedade Brasileira de Pediatria, mas não obteve resposta e declarou o óbito no fim da tarde.
“Abri e o neném começou a se mexer…”
Após a declaração, o bebê permaneceu cerca de uma hora na UTI para os procedimentos legais e para a despedida dos pais. Depois, foi levado a outro setor do hospital, onde aguardava a chegada da funerária contratada pela família. A agente funerária Regina Célia Paschoal percebeu que Noah se mexia dentro do saco de transporte. “Abri e o neném começou a se mexer mais ainda, fazia um barulho, que ele queria respirar”, contou à EPTV.
Regina, que trabalha há 17 anos no setor, afirmou nunca ter presenciado situação semelhante. “Foi um susto, foi uma emoção grande de ver que a gente foi buscar um morto e estava vivo”, declarou. O agente funerário Matheus Batagello disse que inicialmente cogitou a possibilidade de espasmos, mas decidiu chamar a equipe médica ao notar que o bebê parecia soluçar ou tentar respirar.
Médicos confirmam sinais virais
Os médicos confirmaram a presença de sinais vitais e retomaram os cuidados intensivos. Em 17 de julho, Noah foi transferido para o Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais da Universidade de São Paulo, o Centrinho de Bauru, onde continuava recebendo tratamento especializado até a última atualização divulgada.
A Santa Casa afirmou que “todos os protocolos técnicos e legais para a constatação do óbito foram rigorosamente cumpridos” e negou falha assistencial. A instituição classificou o episódio como um dos mais “inexplicáveis” de sua história centenária e informou que a médica responsável pela reanimação atua há 14 anos em neonatologia.
Mãe refuta acusação de negligência
A mãe, Letícia Cristina da Cruz Santos, também disse não considerar que tenha ocorrido negligência. Segundo ela, a equipe fez tudo o que estava ao alcance para salvar o filho. “Às vezes eu acho que a gente está sonhando. Eu e meu esposo olhamos para ele no hospital e ele estava ali, se mexendo, batendo as perninhas, de olhos abertos. A gente fica maravilhado”, relatou.
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