A investigação sobre o caso de suposta importunação sexual dentro da academia de um condomínio residencial em Feira de Santana, segunda maior cidade da Bahia, ganhou um novo desdobramento. O estudante de Educação Física Pedro Henrique Sales, de 21 anos, investigado por supostamente praticar um ato obsceno enquanto observava uma moradora durante o treino, deixou o condomínio no mesmo dia do episódio e não retornou ao local, segundo confirmou a administração do residencial. Enquanto isso, a Polícia Civil segue tentando localizá-lo.
O caso aconteceu na manhã de domingo, 19 de julho, no bairro SIM, e ganhou repercussão nacional após a vítima divulgar que só percebeu o que havia acontecido ao assistir ao vídeo que gravava durante o treino.
Segundo as investigações, Pedro Henrique já foi identificado, mas permanece sem ser localizado. Em nota, a Polícia Civil da Bahia informou que não divulgará informações sobre eventuais medidas judiciais adotadas durante a investigação para evitar prejuízos às diligências. O inquérito continua sendo conduzido pela Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam) de Feira de Santana.
O procedimento apura a prática do crime de importunação sexual, previsto no Código Penal. Caso as investigações confirmem os fatos, o estudante poderá responder criminalmente por praticar ato libidinoso sem o consentimento da vítima.
Como tudo aconteceu
Entenda o caso
A vítima, uma mulher de 35 anos, contou que frequenta regularmente a academia do condomínio e costuma gravar vídeos dos próprios treinos para produzir conteúdo destinado às redes sociais.
Naquele domingo, ela posicionou o celular utilizando a câmera traseira, direcionada para a esteira onde se exercitava. A gravação durou cerca de dois minutos e, durante todo esse período, ela afirmou que não percebeu qualquer comportamento suspeito.
A descoberta veio apenas quando começou a revisar as imagens para edição. Ao observar o vídeo, percebeu que um homem aparecia ao fundo das imagens. Segundo o relato apresentado à polícia, ele estaria se masturbando enquanto olhava em sua direção.
“Quando vi a cena, prontamente desliguei a esteira, saí da academia e liguei imediatamente para a Polícia Militar. Fiquei aguardando a chegada da polícia para poder sair”, relatou a vítima.
Ela explicou que o flagrante ocorreu poucos minutos depois da gravação e acredita que o investigado percebeu que poderia ter sido filmado.
“Depois do ocorrido, ele ficou muito inquieto. Eu acho que ele percebeu, porque eu não fiquei muito tempo na academia. Ele saiu pela porta da frente do condomínio e não foi para casa. Saiu fugindo”, afirmou.
Investigado deixou o condomínio
Investigado deixou o condomínio e segue desaparecido
A administração do condomínio confirmou que Pedro Henrique deixou o residencial ainda no domingo, poucas horas depois do episódio, e não voltou mais ao local.
O condomínio informou que comunicou imediatamente o caso às autoridades, registrou boletim de ocorrência, disponibilizou as imagens das câmeras de segurança para auxiliar as investigações e prestou apoio à moradora desde o primeiro momento.
Em nota, a administração destacou que repudia qualquer forma de violência, abuso ou importunação, reforçou que continuará colaborando com a Polícia Civil e informou que não comentará outros detalhes enquanto a investigação estiver em andamento.
Polícia segue procurando estudante
A Polícia Civil confirmou que a vítima já foi ouvida oficialmente e recebeu atendimento especializado na Delegacia Especial de Atendimento à Mulher.
Além disso, equipes seguem realizando diligências para localizar o investigado, que permanece desaparecido desde o dia do ocorrido. Até a tarde desta terça-feira (21), Pedro Henrique Sales ainda não havia sido encontrado.
Caso ganhou novos desdobramentos
Novos desdobramentos e repercussão
A investigação passou a repercutir nacionalmente depois que o vídeo gravado pela própria vítima circulou nas redes sociais.
Nos últimos dias, perfis também divulgaram publicações atribuídas ao investigado, que se apresentava como “cristão, conservador e blindado de fé”.
Outro capítulo surgiu quando mensagens atribuídas à mãe do estudante começaram a circular entre veículos de comunicação, solicitando a retirada de vídeos e reportagens sobre o caso. Posteriormente, a fisioterapeuta Giselle Sales negou ter enviado os textos e afirmou que alguém estaria utilizando seu nome indevidamente.
Em entrevista, ela declarou que, caso as acusações sejam confirmadas, o filho deve responder perante a Justiça, mas criticou ataques e ameaças feitos contra ele nas redes sociais.
Enquanto isso, a Polícia Civil mantém as investigações em andamento para esclarecer todos os detalhes do caso e localizar o estudante.
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