Clonado geneticamente, perseguido e submetido a controle mental por uma suposta organização criminosa internacional. Essa é a narrativa apresentada por um advogado em ação protocolada no Supremo Tribunal Federal, na qual ele pede R$ 12 bilhões por danos materiais e morais e responsabiliza autoridades, empresários, artistas, instituições públicas e líderes religiosos. As alegações são unilaterais e ainda não foram comprovadas judicialmente.
A petição, registrada como Pet 16.103 e divulgada na sexta-feira (17) tem 59 páginas. O autor sustenta ter sido vítima de clonagem de DNA, manipulação genética, controle mental, violência, perseguições e tentativas de homicídio. Também solicita que o Judiciário determine investigações e adote providências relacionadas às tecnologias mencionadas no processo.
Quem são os citados na ação bilionária?
Entre os réus indicados inicialmente estão a União, a Polícia Federal, o Ministério Público Federal, governos estaduais e polícias civis, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ex-presidente Jair Bolsonaro, a Igreja Católica, representada pelo papa Leão XIV, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, familiares do autor e outras pessoas físicas.
Em um aditamento, o advogado ampliou a lista e incluiu Mark Zuckerberg, Eduardo Saverin, Bill Gates, Leonardo DiCaprio, Charlie Sheen, Vinícius Júnior, Ivete Sangalo, Miguel Falabella, Camila Queiroz, Wesley Batista, Elie Horn e André Gerdau Johannpeter, além de outros empresários e artistas. Nenhum dos citados foi declarado responsável pelos fatos narrados.
Tecnologias e acusações da suposta organização
Segundo o autor, a suposta organização utilizaria satélites, robôs e tecnologias capazes de alterar material genético, controlar pensamentos, ocultar crimes e modificar provas. A petição chega a mencionar um recurso que permitiria “voltar no tempo” para interferir em acontecimentos. Ele afirma ainda que integrantes do grupo estariam infiltrados na Polícia Federal, no MPF e no Poder Judiciário.
O advogado declarou ter comunicado as acusações à Polícia Federal desde 2023, mas alegou que não houve apuração adequada. Entre os documentos anexados está uma manifestação encaminhada à ouvidoria da PF e posteriormente arquivada. A narrativa também relaciona o suposto grupo a guerras, crises financeiras, desaparecimentos, lavagem de dinheiro e manipulação da economia mundial.
Pedidos do advogado ao STF
Além da indenização bilionária, o autor pede abertura de investigações pelas polícias citadas, acompanhamento do MPF, quebra de sigilos telefônicos, medida protetiva, comunicação ao FBI por meio da Embaixada dos Estados Unidos e produção de provas. Também solicita controle e criminalização das tecnologias descritas.
No aditamento, foram requeridos pagamentos mensais de R$ 2 mil a R$ 35 mil e percentuais sobre o faturamento de empresas ligadas aos demandados, entre elas Meta, Microsoft, Ambev, Cyrela, Gerdau e Friboi. Caberá ao STF examinar o cabimento da ação e os pedidos apresentados.
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