Moradores de Belém transformaram o Canal do Tucunduba, no bairro da Terra Firme, em uma espécie de “praia” improvisada para amenizar o calor intenso do verão amazônico. A cena, registrada em vídeos e fotos que viralizaram nas redes sociais, chamou a atenção pela descontração dos “banhistas”, mas também despertou um importante alerta sobre os perigos de tomar banho em canais, obras e áreas de drenagem urbana.
Embora o local tenha atraído moradores em busca de refresco, especialistas alertam que a água acumulada em canais urbanos pode estar contaminada por esgoto, lixo, produtos químicos e microrganismos capazes de causar diversas doenças.
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Banho em canais urbanos pode provocar doenças graves
O contato com água contaminada representa um risco significativo à saúde. Entre as doenças mais comuns associadas ao banho em canais, igarapés urbanos e áreas alagadas estão a leptospirose, hepatite A, gastroenterites infecciosas, diarréias agudas, dermatites, micoses, conjuntivites, otites e verminoses.
A leptospirose é uma das maiores preocupações, principalmente em locais onde há presença de urina de ratos e acúmulo de água contaminada. A doença pode evoluir para quadros graves quando não diagnosticada e tratada rapidamente.
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Por que não é recomendado tomar banho em canais e obras?
Além da possibilidade de contaminação por vírus, bactérias e parasitas, canais urbanos e áreas em obras apresentam outros perigos. O fundo pode esconder buracos, ferragens, entulho, vidros, objetos cortantes e correntezas provocadas pelo sistema de drenagem, aumentando o risco de acidentes e afogamentos.
A orientação dos médicos e especialistas de saúde é que a população utilize apenas praias, balneários e locais próprios para banho, onde a qualidade da água seja monitorada regularmente.
Veja o vídeo:






