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O mundo joga futebol; o Brasil joga contra o relógio

Puro suco do futebol brasileiro: bola rolando? Quase nunca FOTO: LUCAS MERÇON / FLUMINENSE F.C.

Puro suco do futebol brasileiro. Com a Copa do Mundo se aproximando da final, passamos semanas vendo seleções apresentarem um futebol de alto nível: organização tática, intensidade, bola rolando por mais tempo e pouca catimba. Isso aconteceu muito por conta das novas diretrizes de arbitragem. O contraste com a retomada do Campeonato Brasileiro da Série A foi um verdadeiro choque de realidade.

Os primeiros jogos escancararam um problema antigo: baixo nível técnico, partidas travadas e o velho festival de cera. Cai-cai, jogadores sentindo câimbras a todo instante para ganhar tempo, atendimento médico desnecessário, reclamações intermináveis. Além disso, uma arbitragem que, mais uma vez, fez muito pouco para combater o antijogo.

As novas regras já poderiam estar em vigor desde ontem. Esse passo não pode ser adiado. Só assim poderemos ver algo aproximado de um futebol.

Fluminense x Red Bull Bragantino: o exemplo do antijogo

O exemplo mais claro foi Fluminense x Red Bull Bragantino, nesta sexta-feira (17), no Maracanã. O time paulista vencia por 1 a 0 e no fim foi castigado com o empate. Porém, o resultado acabou sendo o que menos chamou atenção. O jogo foi marcado por interrupções constantes, simulações, demora para reiniciar as jogadas. Além disso, no fim, houve uma confusão generalizada que terminou com duas expulsões.

O contraste entre Copa do Mundo e Brasileirão

É impossível não comparar. Enquanto a Copa do Mundo mostrou um futebol mais dinâmico e preocupado com o espetáculo, o Brasileirão voltou oferecendo exatamente os velhos vícios que afastam o torcedor e empobrecem o produto. Não é por acaso que o Brasil acumula tantos anos sem conquistar uma Copa do Mundo. O problema não está apenas na seleção. Além disso, ele começa dentro de casa.

Falta compromisso de muitos jogadores com o espetáculo. Falta rigor da arbitragem para punir quem insiste no antijogo. Além disso, sobra desrespeito com quem paga ingresso ou para para assistir à partida.

No fim, quem perde é sempre o torcedor.

Voltamos a qualquer momento…

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