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Quaest aponta que 51% responsabilizam Flávio Bolsonaro por tarifas dos EUA

Levantamento Genial/Quaest indica que 51% dos entrevistados atribuem a Flávio Bolsonaro responsabilidade pelo tarifaço dos Estados Unidos contra o Brasil.

O tarifaço imposto pelos Estados Unidos ao Brasil provocou desgaste político para o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro. Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quinta-feira, 16 de julho de 2026, mostra que 51% dos entrevistados o responsabilizam pela adoção das novas tarifas norte-americanas sobre produtos brasileiros.

O resultado amplia a pressão sobre Flávio Bolsonaro em meio à disputa eleitoral com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O senador realizou articulações recentes em Washington e passou a ser acusado pelo governo de colaborar politicamente com medidas que atingem exportações e interesses econômicos do Brasil.

Flávio nega ter trabalhado pela imposição das tarifas. O senador afirma que buscou convencer autoridades norte-americanas a adiar ou evitar a aplicação das sanções comerciais, inclusive para impedir que o episódio fosse explorado eleitoralmente pelo governo Lula.

A percepção registrada pela Quaest, porém, indica que a versão apresentada pelo parlamentar enfrenta resistência entre os brasileiros. O levantamento mostra que a associação entre o senador, a família Bolsonaro e o governo dos Estados Unidos se transformou em um dos principais pontos de desgaste da candidatura oposicionista.

Resultado amplia a pressão política sobre o senador em meio à disputa presidencial e às críticas por suas articulações realizadas em Washington. Flávio Bolsonaro nega ter defendido novas tarifas e afirma que tentou convencer autoridades norte-americanas a adiar ou suspender as medidas. Governo Lula acusa a família Bolsonaro de colaborar com ações contrárias aos interesses econômicos e à soberania nacional brasileira.

Crise comercial e impacto na campanha de 2026

No início de julho, Flávio Bolsonaro esteve em Washington e defendeu o adiamento das tarifas para depois das eleições brasileiras de outubro. Ele argumentou que a medida poderia favorecer politicamente Lula e prejudicar empresas e trabalhadores dos dois países.

A crise comercial ganhou novo capítulo com a decisão do governo norte-americano de impor tarifa de 25% sobre uma ampla relação de produtos brasileiros a partir de 22 de julho. O governo Lula anunciou que poderá recorrer à Lei da Reciprocidade e acusou integrantes da família Bolsonaro de defenderem medidas contrárias aos interesses nacionais.

A pesquisa também foi divulgada em um momento de melhora do desempenho eleitoral de Lula. Levantamento da Quaest mostrou que o presidente ampliou a vantagem sobre Flávio Bolsonaro na corrida ao Palácio do Planalto, em meio à repercussão das tarifas e a outros episódios políticos recentes.

Para o governo, o tarifaço tem motivação política e foi estimulado por aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro. A oposição, por outro lado, atribui a crise à condução das relações internacionais pelo Planalto e afirma que Lula utiliza o confronto com os Estados Unidos como estratégia de campanha.

Com a maioria atribuindo responsabilidade a Flávio Bolsonaro, o debate sobre soberania, comércio exterior e alinhamento com o governo norte-americano tende a ocupar posição central na campanha presidencial de 2026.

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