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Caso Yasmin Macedo: “Suplicamos por verdades”, diz mãe antes do júri popular de Lucas Magalhães

Mãe de Yasmin voltou às redes sociais para questionar contradições no caso e cobrar respostas antes do júri popular doa cusado marcado para agosto.

O caso da morte da jovem influenciadora digital Yasmin Fontes Cavaleiro de Macedo voltou ao centro das atenções após um desabafo publicado pela mãe da jovem nas redes sociais. Às vésperas do julgamento de Lucas Sousa Magalhães, marcado para 25 de agosto de 2026, às 8h no Fórum criminal de Belém, a família voltou a cobrar respostas sobre as circunstâncias da morte e a apontar o que considera contradições nos depoimentos prestados ao longo da investigação.

Na publicação, a mãe descreve o passeio de lancha como cercado de irregularidades. Segundo o relato, não haveria coletes salva-vidas em quantidade adequada, existia uma arma de fogo a bordo, o condutor teria ingerido bebida alcoólica, não possuiria permissão para pilotar a embarcação e o número de ocupantes estaria acima da capacidade permitida. As afirmações fazem parte do desabafo da família e devem ser tratadas como alegações ainda submetidas à análise judicial.

Mãe questiona versões divergentes no processo

A mãe também questiona informações que, segundo ela, surgiram durante as investigações, entre elas a suspeita de disparos de arma de fogo dentro da embarcação e versões divergentes apresentadas por pessoas que estavam no passeio. No texto, ela pergunta por que alguns dos presentes teriam afirmado posteriormente que não conheciam Yasmin e cobra esclarecimentos sobre supostas contradições nos depoimentos.

A publicação cita nominalmente Lucas Sousa Magalhães, Euler Cunha Magalhães, Bruno Faganello, Alex Teixeira, Cecília Sousa, Claudielly Taynara de Souza e Bárbara de Araújo Ramos, dirigindo a eles um apelo por informações. “A vocês suplicamos por verdade, apenas isso”, diz um trecho da mensagem.

Cobrança para que fatos sejam esclarecidos

A mãe também afirma que “falso testemunho majorado é crime” e menciona omissão de socorro, reforçando a cobrança para que todos os fatos ocorridos naquela noite sejam esclarecidos. As declarações, contudo, representam a manifestação da família e não significam, por si só, que as pessoas mencionadas tenham sido condenadas ou responsabilizadas criminalmente por tais condutas.

O caso se arrasta desde a morte de Yasmin durante o passeio de embarcação e chegou à fase do Tribunal do Júri. Lucas Magalhães, apontado como acusado no processo, será submetido a julgamento popular em 25 de agosto de 2026, a partir das 8h. Caberá ao Conselho de Sentença analisar as provas produzidas no processo e decidir sobre a responsabilidade penal atribuída a ele.

O desabafo da mãe de Yasmin no perfil da rede socialc riaco para acompanhar e denunciar o caso da morte da filha.

Família espera respostas

A proximidade do júri reacendeu a mobilização da família, que afirma esperar, além de uma decisão judicial, respostas sobre o comportamento das pessoas que estavam na embarcação e sobre as circunstâncias que antecederam a morte.

No desabafo, a mãe encerra a mensagem afirmando que Yasmin “tem quem a defenda na terra” e recorrendo à fé para dizer que “a justiça de Deus não falha”. O julgamento de agosto será o principal desdobramento judicial do caso até aqui e deverá reunir novamente familiares, testemunhas, acusação e defesa para a análise pública das provas e das versões apresentadas ao longo da investigação.

Relembre o caso

O trágico incidente ocorreu em dezembro de 2021, quando Yasmin desapareceu durante um passeio de lancha no rio Maguari, em Belém. Seu corpo foi localizado no dia seguinte. As investigações levaram à acusação de que o proprietário da embarcação teria agido de forma negligente, resultando no afogamento da vítima.

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