Os dois homicídios registrados na Marambaia, em Belém, na semana passada, continuam repercutindo e mobilizando a comunidade. Após as mortes do professor Augusto César Siqueira, de 55 anos, no dia 7 de julho, e do médico-veterinário Paulo Paiva, de 52 anos, no dia 5, a Associação de Moradores dos Conjuntos Médici (AMME) protocolou um ofício ao comando do 27º Batalhão da Polícia Militar (27º BPM). O documento solicita medidas imediatas para reforçar a segurança na região.
A proximidade entre os locais dos dois crimes, o perfil das vítimas e as circunstâncias que antecederam as mortes chamaram a atenção dos investigadores. As informações também provocaram intensa repercussão nas redes sociais, onde usuários passaram a levantar a hipótese da atuação de um serial killer em Belém.
O documento, datado desta segunda-feira (13), pede o reforço imediato do policiamento ostensivo, a intensificação das rondas preventivas nos Conjuntos Médici I e II e áreas próximas. Além disso, solicita o agendamento de uma reunião entre representantes da comunidade e a Polícia Militar para discutir estratégias de enfrentamento à criminalidade.
No ofício, a associação afirma que a solicitação ocorre em razão dos “graves episódios de violência” que atingiram a comunidade. A associação também cita diretamente os homicídios de Paulo Paiva e Augusto César Siqueira, que provocaram grande repercussão em Belém.
Segundo a AMME, o objetivo é ampliar a presença policial nos pontos considerados mais sensíveis da região e fortalecer a parceria entre moradores e as forças de segurança. A entidade também informou que pretende acompanhar as providências adotadas pelas autoridades. Além disso, continuará cobrando ações efetivas para garantir mais tranquilidade à população.
O que se sabe até agora?
Os dois casos seguem sendo investigados pela Polícia Civil. As vítimas foram encontradas mortas em um intervalo de dois dias e em locais próximos, no bairro da Marambaia. As investigações apontam que ambos teriam recebido visitantes antes dos crimes, circunstância que chamou a atenção dos investigadores e gerou intensa repercussão nas redes sociais.
Apesar das semelhanças entre os homicídios, a Polícia Civil informou que ainda não há confirmação de que os casos tenham sido praticados pela mesma pessoa. Tampouco há confirmação de que exista um serial killer atuando em Belém. As investigações continuam e diferentes linhas de apuração permanecem em andamento.
Enquanto aguardam o avanço das investigações, moradores dos Conjuntos Médici esperam que o reforço no policiamento e o diálogo entre comunidade e forças de segurança contribuam para reduzir a sensação de insegurança. Esta sensação foi instalada após os dois crimes.
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