A capacitação de batedores de açaí segue sendo uma das principais estratégias para garantir a produção de um alimento seguro e reduzir os casos da doença de Chagas em Belém. Realizado gratuitamente na Casa do Açaí, o curso orienta os trabalhadores sobre técnicas corretas de manipulação artesanal e é oferecido pelo menos uma vez por mês.
Ao final da formação, os participantes recebem um certificado que os habilita a comercializar o produto de acordo com as normas sanitárias.
Boas práticas evitam contaminação
Durante a capacitação, os batedores recebem orientações sobre as boas práticas de higiene que devem ser adotadas durante todas as etapas do processamento do açaí.
Entre as recomendações estão o uso de equipamentos de proteção individual (EPIs), a higienização correta das mãos, a limpeza dos utensílios utilizados no preparo e o tratamento adequado do fruto antes da venda.
As medidas são consideradas fundamentais para reduzir o risco de contaminação e prevenir a transmissão da doença de Chagas por alimentos.
Programa busca ampliar número de trabalhadores qualificados
A capacitação integra o programa Açaí Seguro, desenvolvido pela Secretaria Municipal de Saúde de Belém (Sesma). O objetivo é levar orientações ao maior número possível de batedores e manipuladores de açaí da capital, da Região Metropolitana de Belém e também de municípios do interior do Pará.
Segundo o coordenador da Casa do Açaí, Jhoy Gerald, o problema não está no fruto, mas na manipulação inadequada. “A doença de Chagas não está no açaí, ela está na manipulação incorreta, no tratamento do açaí. Desde 2012 existe um decreto que torna obrigatória a qualificação dos produtores artesanais”, destacou.
Quer saber mais do Pará? Acesse o nosso canal no WhatsApp
A iniciativa busca fortalecer a segurança alimentar, preservar a qualidade de um dos principais símbolos da cultura paraense e aumentar a confiança dos consumidores no produto comercializado de forma artesanal.






