Dayanne Rodrigues do Carmo Souza, de 39 anos, foi encontrada com vida na noite de sábado (4), depois de permanecer três dias desaparecida na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A ex-mulher do goleiro Bruno Fernandes foi socorrida pelo Samu, atendida inicialmente na UPA Santa Terezinha e transferida intubada para o Hospital João XXIII. As informações divulgadas até esta terça-feira (7) apontam quadro grave, porém estável.
O desaparecimento começou na quinta-feira (2), em Ribeirão das Neves. Segundo o boletim registrado pelo atual companheiro, Dayanne saiu de casa dizendo que iria à residência da mãe, deixou os filhos sob os cuidados da avó materna por volta das 11h e não retornou nem manteve contato com parentes. A ocorrência foi formalizada na madrugada de sexta-feira (3).
Na casa, cartas de despedida
Na residência, o companheiro encontrou o celular de Dayanne e cartas em tom de despedida. Em uma delas, datada de 2 de julho, ela escreveu: “Estou sofrendo ameaças de agiotas, está tudo no meu telefone”. A mensagem também pedia proteção para os filhos, familiares e o companheiro. Conversas com pessoas que se apresentavam como agiotas teriam sido localizadas no aparelho.
Antes de Dayanne ser encontrada, a Polícia Civil de Minas Gerais informou que as diligências iniciais apontavam para um desaparecimento voluntário, sem indícios de crime. Após o socorro, a corporação afirmou que passou a apurar as circunstâncias do caso e ressaltou que não divulga informações médicas de pacientes. Até o momento, não foram esclarecidos oficialmente o local exato onde ela foi localizada, o que ocorreu durante os três dias nem a causa da internação.
Natural de Belo Horizonte, Dayanne ficou conhecida nacionalmente durante as investigações sobre o desaparecimento e a morte de Eliza Samudio, em 2010. Na época, era casada com Bruno Fernandes e teve duas filhas com o ex-goleiro. O relacionamento terminou em 2011.
Denunciada por sequestro e cárcere privado do filho do goleiro
Dayanne chegou a ser presa e denunciada por sequestro e cárcere privado de Bruninho, filho de Eliza e Bruno. Em março de 2013, contudo, foi absolvida pelo Tribunal do Júri. Durante o julgamento, o próprio Ministério Público defendeu a absolvição sob o argumento de que ela teria sido coagida a cuidar da criança. Portanto, não houve condenação contra Dayanne nesse processo.
A Polícia Civil mantém a apuração sobre o desaparecimento e a internação. A Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais informou que não fornece dados sobre pacientes sem autorização, e não havia novo boletim médico público detalhado até esta atualização.
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