Mineirão, 8 de julho de 2014. Há exatos 12 anos, o esporte brasileiro viveu seu maior vexame. Um papelão que se renova a cada quatro anos, mas que tem naquela fatídica tarde sua mais dolorosa referência de uma amarelada histórica.
O Brasil entrava em campo na semifinal da Copa do Mundo sediada no país e, de certa forma, apesar dos percalços até chegar à fase decisiva do torneio, ainda nutria alguma esperança de bater a poderosa e organizada Alemanha. Jogando em casa e mesmo sem Neymar, lesionado, esperava-se que a seleção de Luiz Felipe Scolari endurecesse contra os alemães, que haviam se preparado para aquele Mundial desde a derrota na final para o próprio Brasil, em 2002.
A Alemanha passou uma borracha na geração vice-campeã, formou bons jogadores, organizou suas competições locais e esperava colher os frutos desse trabalho no Brasil. E o pentacampeão do mundo sucumbiu de forma humilhante naquele 8 de julho.
Os alemães brincaram em campo, e a goleada só não foi maior porque veio do banco a ordem para tirar o pé do acelerador. Ainda assim, uma surra inesquecível já estava decretada: 7 a 1.
O placar foi inaugurado aos 11 minutos de jogo, com Thomas Müller. E o apagão brasileiro veio em apenas seis minutos. Entre os 23 e os 29 minutos do primeiro tempo, a Alemanha marcou quatro gols em sequência. A fatura estava liquidada. O morto já estava no caixão.
Na etapa final, os alemães jogaram mais duas pás de cal sobre a Seleção. Oscar, que nesta Copa do Mundo apareceu nas tribunas de honra, marcou o gol de honra brasileiro.
A Alemanha conquistaria o título em cima da Argentina e, a partir dali, também acumulou fracassos em Mundiais. O Brasil, por sua vez, jamais voltou tão longe em uma Copa do Mundo e repetiu as decepções nos torneios seguintes. Mas nenhuma delas foi tão dolorida quanto a surra de 2014.
Ficha técnica – para nunca mais esquecer
Brasil 1 x 7 Alemanha
Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014™ | Semifinal Estádio Mineirão, Belo Horizonte
Público: 58.141
Gol do Brasil: Oscar (45′ do 2ºT)
Gols da Alemanha: Muller (11′ do 1ºT), Klose (23′ do 1ºT), Kroos (24′ e 26′ do 1ºT), Khedira (29′ do 1ºT), Schurrle (24′ do 2ºT e 34′ do 2ºT)
Brasil
Treinador: Luiz Felipe Scolari
Escalação: Julio Cesar; Maicon, David Luiz, Dante, Marcelo; Luiz Gustavo, Fernandinho (Paulinho); Hulk (Ramires), Oscar, Bernardo; Fred (Willian).
Alemanha
Treinador: Joachim Low
Escalação: Manuel Neuer; Philipp Lahm, Jerome Boateng, Mats Hummels (Per Mertesacker), Benedikt Hoewedes; Sami Khedira (Julian Draxler), Toni Kroos, Bastian Schweinsteiger; Mueller Thomas, Mesut Ozil; Miroslav Klose (André Schurrle).
O post Do sonho do hexa ao pesadelo: o 7 a 1 completa 12 anos e ainda dói no torcedor apareceu primeiro em Diário do Pará.






