A eliminação para a Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo marcou mais do que o fim da campanha brasileira. O resultado também representa o encerramento de um ciclo que reuniu alguns dos principais nomes da Seleção nos últimos anos e abre caminho para uma profunda renovação até o Mundial de 2030.
O adeus mais emblemático é o de Neymar. Aos 34 anos, o camisa 10 encerrou a trajetória pela Seleção como maior artilheiro e maior assistente da história, deixando um vazio técnico difícil de preencher.
Conteúdo Relacionado:
- Neymar encerra história na Seleção como líder em gols e assistências
- Vini Jr. nega omissão em pênalti do Brasil: “o Mister decide”
- Portugal x Espanha: onde assistir, horário e escalações
O Brasil continuará revelando talentos, mas, neste momento, não há um jogador com o mesmo peso, capacidade de decisão e protagonismo que o atacante exerceu durante mais de uma década.
Outros veteranos também dificilmente voltarão a disputar uma Copa do Mundo. Danilo e Casemiro, que chegariam aos 38 anos em 2030, além de Alex Sandro, que teria 39, aparecem entre os atletas com maiores chances de encerrar o ciclo na Amarelinha. O goleiro Weverton, por sua vez, chegaria aos 42 anos.
Mesmo jogadores que ainda podem permanecer no grupo terão um cenário diferente daqui a quatro anos. Alisson, Ederson, Marquinhos, Douglas Santos, Fabinho e Raphinha estarão acima dos 33 anos.
Bruno Guimarães, Gabriel Magalhães, Lucas Paquetá e Matheus Cunha estarão na idade que muitos consideram o auge da carreira e podem assumir papéis ainda mais importantes.
A tendência é que o próximo ciclo acelere a renovação iniciada por Carlo Ancelotti. Nomes como Endrick e Rayan, ambos com apenas 19 anos nesta Copa, despontam como peças centrais para o futuro e chegarão ao próximo Mundial com apenas 23 anos.
Outros jogadores também devem ganhar espaço na disputa por vagas. Estêvão, que ficou fora da Copa por lesão, surge como um dos principais candidatos a assumir protagonismo no setor ofensivo. O mesmo vale para João Pedro, ausente da convocação, mas visto como uma alternativa importante para o ataque brasileiro nos próximos anos.
Além deles, atletas que ainda estarão abaixo dos 30 anos em 2030, como Vinícius Júnior, Gabriel Martinelli, Luiz Henrique, Igor Thiago, Danilo Santos e Éderson, formam a base de uma geração que terá a missão de recolocar o Brasil na disputa pelo hexacampeonato.
A caminhada rumo a 2030 começa cercada de expectativa. Se, por um lado, a Seleção perde líderes que marcaram época, por outro terá quatro anos para construir uma nova identidade.
O desafio será encontrar não apenas uma equipe competitiva, mas também um novo protagonista capaz de assumir a responsabilidade que, durante anos, pertenceu a Neymar.
Confira a lista das idades que os jogadores estarão em 2030
- Weverton – 42 anos em 2030
- Alex Sandro – 39 anos em 2030
- Danilo – 38 anos em 2030
- Casemiro – 38 anos em 2030
- Neymar – 38 anos em 2030
- Alisson – 37 anos em 2030
- Ederson – 36 anos em 2030
- Marquinhos – 36 anos em 2030
- Douglas Santos – 36 anos em 2030
- Fabinho – 36 anos em 2030
- Léo Pereira – 34 anos em 2030
- Bremer – 33 anos em 2030
- Raphinha – 33 anos em 2030
- Gabriel Magalhães – 32 anos em 2030
- Bruno Guimarães – 32 anos em 2030
- Lucas Paquetá – 32 anos em 2030
- Matheus Cunha – 31 anos em 2030
- Ibañez – 31 anos em 2030
- Éderson – 30 anos em 2030
- Vinícius Júnior – 29 anos em 2030
- Gabriel Martinelli – 29 anos em 2030
- Luiz Henrique – 29 anos em 2030
- Igor Thiago – 29 anos em 2030
- Danilo Santos – 29 anos em 2030
- Endrick – 23 anos em 2030
- Rayan – 23 anos em 2030






